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Daniil Kvyat, fora da F1, talvez nunca mais sinta o gostinho do pódio na categoria. Foto: Red Bull

Daniil Kvyat, fora da F1, talvez nunca mais sinta o gostinho do pódio na categoria. Foto: Red Bull

Sim, carrego a frustração por não ter sido um piloto.

Piloto de qualquer tipo de carro. Melhor, claro, se tivesse sido de Fórmula 1.

Mais frustrado do que por não ter sido jogador de futebol, apesar de eu ter, digamos, "batido na trave", pois além de bom de bola (às favas com a modéstia, sempre fui bom pra caramba, até hoje), eu realmente estive no meio, joguei por um tempo na querida Portuguesa de Desportos treinado pelo saudoso Hermínio e fui aprovado em testes no Corinthians. Fiz gols jogando no icônico"terrão" do Parque São Jorge.

Bom, voltando às pistas...

Claro, tive uma grande emoção, pilotando um Porsche Carrera em Interlagos, convite maravilhoso da minha querida amiga Fernanda Gonçalves. A prova disso está aqui.

Mas, até hoje, aquilo que me deixa com o coração descompassado quando estou nos boxes fotografando ou entrevistando pilotos, é a preparação deles antes de irem para a pista.

As preliminares, digamos, lubrificando os sentidos...

O ritual de calçar as luvas, colocar a balaclava e afivelar o capacete.

Acho, até, que a hora do champanhe, no pódio, é pouca coisa perto da emoção anterior. Sem contar a pilotagem, é claro.

É tipo a sensação do pós-orgasmo, porque, na boa, o melhor já foi...

Nesta semana, o russo Daniil Kvyat recebeu seu bilhete azul. 

Depois de uma temporada pela Toro Rosso (2014), foi promovido à matriz Red Bul (2015), algo como sair do Juventude e ir para o Internacional.

Nenhum pódio em 2015 e o gostinho de champanhe na boca em 2016, ainda pela Red Bull, com um terceiro lugar no GP da China.

Porém, duas corridas depois já estava de volta ao "Juventude", quero dizer, à Toro Rosso, preterido em favor de Max Verstappen.

Para piorar o seu ânimo, tão logo Verstappen assumiu o seu carro, em sua primeira corrida pela Red Bull, venceu...

Agora foi preterido pelo jovem Pierre Gasly, e não tem mais nenhum cockpit para o resto do ano na F1.

Dificilmente terá no ano que vem. Talvez nunca mais volte à F1.

Kvyat foi demitido. Com justiça.

Estava tomando uma "sova" dos diabos do Carlos Sainz Jr., 4 pontos contra 48 do espanhol...

A F1 é muito mais seletiva que o futebol, onde há muitos clubes, de muitas cidades, países, divisões.

Se Kvyat guardou a garrafa da champanhe que estourou no ano passado, no pódio, talvez chore.

Eu choraria. Pelo champanhe derramado...

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SOBRE O COLUNISTA

No 2º ano do primário, sua professora, a dona Mitsy, escolheu sua redação para que ele a lesse para toda a sala. Depois, as professoras de todas as outras séries do primário o convocaram para a mesma tarefa.

Após essa "maratona?, dona Mitsy lhe disse uma única frase, que ficou ressoando em sua cabeça por todos os anos que seguiram:

"Marcos, nunca deixe de escrever!?

Durante o 2º grau, um... Saiba Mais

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