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Lições do navegador são perenes. Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

Lições do navegador são perenes. Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

Li todos os livros de Amyr Klink. Assisti a muitas entrevistas e também documentários.

Na última quarta-feira (9) o vi pessoalmente, em palestra promovida pelo pessoal do Sarau Conversar, que aconteceu na Livraria Martins Fontes, pertinho da redação do Portal Terceiro Tempo, na Paulista.

Quem me conhece razoavelmente sabe da minha paixão por automobilismo. Gosto de quase todo tipo de corrida de automóveis.

Seria lógico que eu tivesse um ídolo das pistas. Ledo engano.

É claro que tenho uma lista bem grande de pilotos que considero absolutamente espetaculares, mas não admiro nenhum deles tanto quanto ao navegador Amyr Klink.

Aprendi, com tudo que li sobre ele, que nenhuma de suas viagens foram aventuras, mas empreitadas meticulosamente planejadas, porque navegar é preciso, não no sentido de necessidade, mas de perfeição, algo que não se coaduna com erros, como disse o genial Fernando Pessoa.

Um sujeito que construiu e constrói seus próprios barcos, seja o valente IAT, com o qual cruzou o Atlântico a remo, da Namíbia ao Brasil, ou o Paratii, com o qual ficou 22 meses entre a Antártica e o Ártico, a mim ele me parece muito mais talentoso que um sujeito que se senta no melhor cockpit de um carro de Fórmula 1 e ganha um, dois, três, quatro, cinco ou sete títulos mundiais.

Nenhum piloto de carros lidou tão bem com adversidades hídricas quanto o navegador Amyr, que veio da África até o Brasil enfrentando ondas de até 15 metros... 

E para quem acha que um navegador não possa trazer lições para alguém que vive em uma cidade, as experiências de suas viagens podem se encaixar perfeitamente para quem vive só, por exemplo, afinal ele precisava fazer absolutamente tudo, desde derreter neve para a água do banho e cozinhar,  até produzir a energia para poder falar no rádio. Sem uma diarista, entenda-se...

E, quando fiquei ao seu lado, depois da palestra, fazendo fotos dele em sua sessão de autógrafos para a matéria que publiquei no Portal Terceiro Tempo (aqui), confirmei algo que desconfiava: o sentimento de gratidão de seus leitores.

Ouvi frases como "obrigado, você mudou minha vida, hoje sou velejador por sua causa", ou "comecei a andar de bicicleta pelo mundo por sua influência".

Diferente dos descartáveis`influenciadores digitais´que circulam por aí, gente que tem um séquito de aparvalhados com suas peripécias (tem até religioso posando de comandante de barco...), Amyr cativa leitores sem estardalhaço, de forma tranquila como as águas da praia de Jurumirim, gente que prefere usar os dedos para virar calmamente as folhas de um livro ao invés de usá-los de forma nervosa na tela do celular...


  

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SOBRE O COLUNISTA

No 2º ano do primário, sua professora, a dona Mitsy, escolheu sua redação para que ele a lesse para toda a sala. Depois, as professoras de todas as outras séries do primário o convocaram para a mesma tarefa.

Após essa "maratona?, dona Mitsy lhe disse uma única frase, que ficou ressoando em sua cabeça por todos os anos que seguiram:

"Marcos, nunca deixe de escrever!?

Durante o 2º grau, um... Saiba Mais

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