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O ideal, provavelmente, é eleger o mais capacitado de sua geração, como Fangio foi nos anos 50

O ideal, provavelmente, é eleger o mais capacitado de sua geração, como Fangio foi nos anos 50

O recente título conquistado por Lewis Hamilton na F1, quarto em sua carreira na categoria, trouxe à baila uma velha discussão: sobre quem é o melhor piloto da F1 em todos os tempos.

Não considero possível uma conclusão para isso.

A pura e simples análise pelo número de títulos, por exemplo, pode ser falsa.

Um piloto pode ter guiado um carro insuperável por anos e, por conta disso, tirando proveito da superioridade mecânica, ter conquistado mais títulos.

A questão da concorrência também pode ser levada em consideração.

O sujeito pode ter pertencido a uma `safra´menos  talentosa.

Aí vem aquela máxima, que serve para qualquer atividade humana, de que "em terra de cego, quem tem um olho é rei".

Por outro lado, quando a tal `safra´ é especial, tipo Romanée-Conti de 1937, o `vinho dos vinhos´, o caneco passa a ser mais valorizado ainda.

Bem, vamos aos nomes...

Os sete títulos de Michael Schumacher foram conquistados quando o alemão dispôs dos melhores equipamentos, a saber: os dois carros da Benetton em 1994 e 1995 a os monopostos da Ferrari entre 2000 e 2004.

Idem para Ayrton Senna, tricampeão com a insuperável McLaren-Honda, em 1988, 1990 e 1991.

Jim Clark, espetacular piloto, tanto ou mais que Schumacher e Senna, também teve um cockpit dos sonhos para ser bicampeão, o da Lotus, em 1963 e 1965.

Há muitos outros exemplos, incluindo o atual, de Lewis Hamilton, que conquistou seus quatro títulos com os melhores carros do grid, em 2008 com a McLaren-Mercedes e os outros três, todos com a Mercedes, em 2014, 2015 e 2017.

Mas, quando o piloto vence um campeonato com um carro inferior? Bom, aí a história é diferente.

Foi o que aconteceu em 1957, quando Fangio não tinha o melhor carro, no caso a Maserati.

Ferrari e Vanwall eram, em tese, as favoritas ao título, sendo o inglês Stirling Moss (Vanwall) o principal adversário de Fangio, como nas temporadas anteriores.

Para compensar, observando que os adversários tinham problemas sérios com desgaste de pneus e consumo de combustível, Fangio largava com o tanque pela metade para disparar na frente, compensando com isso o tempo de parada nos boxes.

Assim, ganhou quatro GPs: Argentina, Mônaco, França e Alemanha, contra três de Moss (Inglaterra e as duas corridas na Itália, em Pescara e Monza). 

Ou seja, Fangio, no talento natural e na estratégia, superou as adversidades para conquistar seu quinto e último título na F1.

Seria, então, Fangio, com este título improvável, o melhor de todos os tempos?

Difícil dizer isso, por várias razões, entre elas por serem aqueles campeonatos que disputou muito menores, com oito ou nove GPs...

É mais ou menos como um time de futebol ser campeão invicto com 23 jogos, como foi o Inter no Brasileirão de 1979, contra as 38 rodadas do certame atual.

Convenhamos, também, a concorrência do argentino Fangio não foi das mais afortunadas. O inglês Stirling Moss, por exemplo, um dos rivais de Fangio, não era um fora de série. É o recordista de vice-campeonatos, quatro vezes.

Ainda assim, é impossível garantir que Schumacher, Senna, Hamilton, Alonso, Prost, Vettel, Piquet, Brabham ou Stewart, entre outros, conseguissem pilotar os carros guiados por Fangio com tanta maestria.

Como, também, será impossível saber se Fangio conseguiria se virar tão bem com os comandos atuais dos carros de F1, com um volante repleto de botões e uma necessidade física que faz dos pilotos, hoje, super atletas.

Jackie Stewart, por exemplo tem uma definição que considero a mais apropriada para essa dúvida sobre o melhor piloto de todos os tempos.

Para o escocês, mais justa é a análise por eras.

Partindo desse pressuposto, faço minha lista.

Fangio talvez tenha sido o melhor de sua era, nos anos 50.

Clark, o melhor dos anos 60.

Lauda nos anos 80. Ou Piquet, que ganhou três campeonatos, como Lauda, mas com três motores diferentes...

Senna nos anos 90.

Schumacher entre meados de 1990 e 2000.

E o melhor da era atual só poderá ser "cravado" daqui uns 15 ou 20 anos.

Hamilton? Vettel? Alonso? 

Quem sabe, até, Verstappen...

Aguardemos...

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No 2º ano do primário, sua professora, a dona Mitsy, escolheu sua redação para que ele a lesse para toda a sala. Depois, as professoras de todas as outras séries do primário o convocaram para a mesma tarefa.

Após essa "maratona?, dona Mitsy lhe disse uma única frase, que ficou ressoando em sua cabeça por todos os anos que seguiram:

"Marcos, nunca deixe de escrever!?

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