• Honestidade de Rodrigo Caio, que deveria ser "carne de vaca", é "ponto fora da curva"

    - Por Marcos Júnior / há 8 dias ½

    A honesta atitude do tricolor Rodrigo Caio, assumindo a culpa no lance em que Jô, seu adversário corintiano havia sido punido com cartão amarelo, mereceu destaque no pós-jogo em que o Corinthians derrotou o São Paulo por 2 a 0, ontem (16), no Morumbi.

    Para quem não viu, Jô e Rodrigo Caio estavam no lance quando a bola chegou ao goleiro Renan Ribeiro, que foi atingido pelo são-paulino, mas o árbitro pensou ter sido Jô. O goleiro, por sua vez, fez um teatro enorme, induzindo o árbitro ao erro, malandragem demolida pelo companheiro de time.

    Em uma época quando o bom-caratismo tornou-se raridade, a conduta do zagueiro é um "ponto fora da curva", para usar uma expressão contemporânea. "Mosca branca", como dizia minha avó.

    Algo comum nas peladas que eu jogava em minha infância, no campinho de areia e pouca grama onde hoje fica a Câmara Municipal de Praia Grande. Aliás, sem árbitro, as peladas contam mesmo é com a sinceridade mútua. 

    No caso de Rodrigo Caio, vale lembrar que era um jogo importante, semifinal do Campeonato Paulista, embate entre rivais de peso. 

    Atitudes assim, normalmente só se veem naqueles jogos de exibição de fim de ano, beneficentes, quando pedaladas e chapéus são comuns e os jogadores se abraçam até com a bola rolando.

    A "Lei de Gérson", do "gosto de levar vantagem em tudo" reina absoluta. Sempre reinou e continuará sendo padrão, "carne de vaca".

    Pois, no dia-a-dia, o que mais se vê é o sujeito que "passa o carro pra frente" com defeito, enganando o comprador, ou aquele que "passa a perna" no colega para levar alguma vantagem no trabalho.

    Dizem que aqui se faz, aqui se paga...

    Em contrapartida, o bom-mocismo de Rodrigo Caio já começa a lhe trazer bons frutos.

    Atitude que deveria ser vista apenas como normal, como o cidadão que avisa o caixa do mercado quando este lhe dá troco a mais.

    Exemplo a ser seguido.

    E já está na hora das federações estaduais e da CBF instituírem a medalha de fair play!

    Fica a sugestão: Medalha Rodrigo Caio de Fair Play!

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  • Um certo 7 de abril, o "Sinal Verde" do Reginaldo Leme e a ansiedade por informações da F1 antes da internet

    - Por Marcos Júnior / há 18 dias ½

    A foto que ilustra a crônica é de 7 de abril de 1985.

    Estou em uma acanhada arquibancada, para ser generoso, no extinto autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

    Dizem que o inferno é quente. Duvido que haja mais calor por lá do que aquele que passei nos três dias em que estive na cidade.

    Dois dias antes desta foto cheguei ao Rio, vindo de São Paulo, após adquirir um pacote turístico para assistir o GP do Brasil de 1985, que marcaria a estreia de Senna na Lotus. Aquela, preta e dourada.

    É difícil para que alguém que tenha menos de 30 anos entenda hoje o que era obter informações em tempos analógicos.

    O mundo existia sem internet, mas em outra velocidade, em que pese a rapidez com que passaram aqueles carros diante das minhas retinas naquele fim de semana. A primeira vez que vi carros de F1 de perto.

    Cheguei ao Rio na sexta-feira, depois do treino livre, portanto, sem qualquer informação do que havia acontecido, no caso, Elio de Angelis (companheiro de Senna na Lotus) ficado em primeiro lugar e Senna em segundo.

    De ônibus, fui direto para o hotel, na Barra da Tijuca, pertinho da pista. 

    "La Cache" era o hotel, na verdade um ex-motel transformado em hotel que tinha camas redondas e espelho no teto.

    Tirando o clima quase burlesco do lugar, o ar condicionado funcionava muito bem, o que me fez pensar em desistir de colocar o "bico" para fora do quarto, mas havia o que fazer naquela sexta-feira.

    A primeira coisa era obter alguma informação do que havia acontecido.

    Não há celular. Não há computador. No quarto, liguei o rádio, mas somente emissoras FM estavam sintonizadas.

    Assim, e sem TV no quarto, restava ir à recepção onde havia um aparelho e aguardar o "Sinal Verde", boletim informativo da Globo apresentado por Reginaldo Leme antes do `Jornal Nacional´. Foi ali que eu e mais uns vinte malucos por F1 ficamos sabendo o resultado do treino.

    Uma certa decepção no ar para quem achava que Senna trucidaria De Angelis logo de cara, mas o brasileiro, depois de um ano espetacular pela Toleman, acabou levando quase sete décimos do italiano, que já estava no time inglês há cinco temporadas.

    Fomos jantar em uma churrascaria e voltamos ao hotel para descansar e encarar o dia seguinte em que ficaríamos por horas no autódromo, para o último treino livre a a classificação.

    Mais decepções, com a liderança de Alboreto (Ferrari) no treino livre e no treino que definiu o grid e Senna largando em quarto, uma posição atrás de De Angelis. Não vou entrar em detalhes. Eles estão aqui, em matéria especial que fiz sobre a prova.

    Naquele mesmo sábado, após um bom banho no confortável "La Cache" (procurei para saber se ainda existia e não o encontrei), fomos jantar no Hotel Glória. Um jantar bem legal, o hotel estava bem caído mas sua arquitetura clássica enchia os olhos e a comida estava excelente.

    Dalí, nosso guia turístico nos deu duas opções: o manjadíssimo Bondinho do Pão de Açúcar ou voltarmos para o hotel. Alguns preferiram a primeira opção, poucos a segunda, e uma meia dúzia de malucos, incluindo eu, sugerimos uma terceira via, o Maracanã, onde naquela noite jogariam América e Santos pelo Brasileirão...

    E lá fomos nós ao verdadeiro Maracanã, gigante, no meio da torcida do "Diabo", torcer contra o Santos, em vão, pois o Peixe acabou vencendo por 3 a 2. O público, segundo o "Almanaque do Santos", de Guilherme Nascimento, foi de 3.490 pessoas. Eu, um deles...

    No dia seguinte, o GP.

    Senna abandonou por problemas elétricos (era o terceiro colocado e certamente subiria ao pódio), Piquet também ficou fora logo no começo e Prost venceu.

    Pior do que a decepção por conta da jornada de Senna e também de Piquet (havia vários `Piquetistas´no grupo), foi a superlotação da arquibancada e os sacos de urina arremessados por aqueles que estavam mais acima.

    Eu frequentava estádios desde os cinco ou seis anos de idade, mas nunca havia visto nada mais absurdo em minha vida em se tratando de espetáculo esportivo.

    Hoje, 32 anos depois, guardo a camisa preta (da John Player Special) e o boné que aparecem na foto. Ambos me servem perfeitamente, pois tenho o mesmo peso e altura.

    Guardo também uma saudade enorme do tempo em que embora os carros fossem rápidos, o mundo corria de outra forma.

    Havia ansiedade pelas informações, o que havia acontecido.

    Assisitir o Reginaldo Leme na tevê — hoje um bom amigo, que me chama de "Marcão" —, nos dando em primeira mão aquilo que havia acontecido no treino, tinha um sabor doce, um frescor que nenhum whatsapp é capaz de proporcionar hoje em dia...

    E é muito bom agora, tanto tempo depois, ainda assistir o Reginaldo no seu "Sinal Verde", em outro formato, porque tem de ser assim mesmo, mas sempre perfeito. 

    E só lamento não ter guardado o telefone da menina que aparece atrás de mim na foto, a única da nossa excursão.

    Sabia tudo de F1 a mocinha que estava com um boné igual ao meu...

     



      

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  • Ferrari forte saberá lidar com sua dupla de pilotos?

    - Por Marcos Júnior / há 1 mes

    Por mais que se fale que haja equipes escondendo o jogo, casos claros de Mercedes e Red Bull, não se pode cerrar os olhos para aquilo que a Ferrari demonstrou na pré-temporada da F1, em Barcelona.

    Ainda que a Mercedes, atual tricampeão entre equipes e pilotos, em muitas sessões tenha priorizado dar quilometragem ao W08, os tempos que a Ferrari fez na pista catalã são dignos de credenciá-la a uma força de primeira grandeza no campeonato que se inicia no próximo dia 26, na Austrália.

    Foram seus dois pilotos, Kimi Raikkonen e Sebastian Vettel, pela ordem, os detentores dos melhores tempos no traçado catalão.

    Kimi, inclusive, disse que "dava para ter sido mais rápido", mas não era esta a ideia do time italiano.

    Em que pese o fato de que as dúvidas só serão mesmo dirimidas após as primeiras corridas do ano, é certo que a Ferrari evoluiu muito, e parece claramente muito à frente de Red Bull e Williams. Resta saber quanto a Mercedes tem de "sobra".

    E SE A FERRARI LUTAR PELO TÍTULO?

    Se a rivalidade que aconteceu em 2016 na Mercedes entre Rosberg e Hamilton gerou momentos de tensão, podemos esperar algo ainda mais apimentado na Ferrari, caso, de fato, a SF70H seja um carro apto a lutar pelo título.

    Vettel é mais piloto que Raikkonen? Sim, é.

    Mas ambos são muito rápidos e não aliviam para ninguém em um embate direto. Nem o farão entre si.

    A Ferrari, diferente da Mercedes, não costuma ser tão generosa com seus pilotos promovendo disputa aberta.

    Basta lembrar Schumacher x Barrichello e Alonso x Massa.

    Sempre houve (e não sou contra), o favorecimento a um piloto em detrimento de outro.

    Cabe ao chefe da equipe (como a qualquer chefe), estipular o que é melhor para sua empresa.

    Vettel, claro, quer ser campeão pela Ferrari e sepultar de vez o estigma que carrega de "campeão de um carro só".

    Raikkonen, apesar de parecer que não está nem aí para nada, foi o último a levar a Ferrari a um título de pilotos, em 2007.

    Se em 2016 muita gente se empolgou com as disputas intensas entre Rosberg e Hamilton, é bem provável que a rivalidade entre Vettel e Raikkonen seja mais empolgante, sobretudo se vierem ordens dos boxes, como inversão de posições ou "comunicados" do tipo "fulano está mais rápido que você"...

    E, se os carros escarlates confirmarem força, esqueçam o sorriso dos moços na foto acima...

    Foto: Scuderia Ferrari

    COMBINADO DOS TEMPOS EM BARCELONA, CONSIDERANDO-SE AS DUAS BATERIAS DE TESTES, TOTALIZANDO OITO DIAS (16 SESSÕES):


     

     

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  • Motor Ferrari, o "pulo do gato" de Maranello

    - Por Marcos Júnior / há 1 mes

    Impossível, após os primeiros quatro dias de testes dos novos carros da Fórmula 1 que se tire alguma conclusão definitiva do que será o campeonato deste ano.

    Com as novas regras, sabia-se que os carros seriam mais rápidos. Foram mesmo. Os tempos em Barcelona não deixaram nenhuma dúvida acerca disso.

    Com mais downforce e pneus mais largos, contornar as curvas ficou assombrosamente mais fácil. Vi algumas imagens e a impressão é de que os carros são dotados de efeito-solo.

    LIBERDADE NO DESENVOLVIMENTO DOS MOTORES, O "PULO DO GATO"

    Porém, entre as mudanças, aquela que considero mais frutífera foi a liberação para que os fabricantes de motores possam desenvolver suas unidades de força sem a baboseira dos tais tokens, uma limitação.

    Restringir desenvolvimento é algo que não se coaduna com a realidade da Fórmula 1.

    Claudio Carsughi costuma lembrar de um provérbio português para este tipo de situação:

    "Quem não tem competência que não se estabeleça", diz o Mestre.

    Assim, o que se viu na Catalunha, foi o propulsor da Ferrari nitidamente melhor em relação ao que fechou a temporada de 2016.

    Se a cavalagem da Mercedes ainda é superior à da montadora italiana, aparenta ser por pouco.

    Na pista, o que se viu, foi Vettel e Raikkonen andarem muito próximos a Hamilton e Bottas, mesmo com pneus menos aderentes.

    Ferrari dá mostras que entregará um carro competitivo a Vettel e Raikkonen. Foto: Scuderia Ferrari

    Mercedes segue sendo a favorita, mas Ferrari demonstrou progresso. Resta saber se os carros prateados ainda tem alguma "carta na manga". Foto: Mercedes AMG F1

    DÚVIDAS: RED BULL E WILLIAMS

    A Red Bull, segunda força de 2016, parece não ter conseguido encontrar nenhuma fórmula mágica para o seu RB13. Seu motor Renault pode atér ter melhorado, mas não dá mostras de que esteja no mesmo nível de Mercedes e Ferrari.

    De qualquer forma, como seu projetista é Adrian Newey, e sua dupla de pilotos é bem forte, será preciso esperar mais um pouco para que se "bata o martelo".

    A Williams apareceu bem no primeiro treino que Massa fez com o carro, na abertura dos trabalhos, na última segunda-feira. Porém, Lance Stroll, rodando, batendo e avariando o FW40, praticamente jogou pelo ralo qualquer avaliação mais profundo do carro de Grove.

    Red Bull, até agora, nada que aponte para que sua dupla de pilotos tenha um carro vencedor. Foto: Red Bull Racing

    CERTEZAS: MCLAREN E SAUBER

    Tomando-se por base os defeitos do motor Honda nas duas primeiras sessões, e a "lanterna" do MCL-32 em velocidades máximas, o belo carro laranja do time de Woking fará Alonso amargar mais um ano sem resultados expressivos. Para Vandoorne, o que vier, é lucro.

    A Sauber, hoje time de menor orçamento, em que pese o bom desempenho em velocidae máxima, pinta como candidata mais forte à "lanterna" do Mundial.

    Na próxima semana, entre os dias 7 e 10, mais oito sessões de testes antes da abertura do campeonato, o GP da Austrália, em Melborune, dia 26 de março.

    McLaren: nova "velha" cor mas o motor Honda continua sendo seu "calcanhar de Aquiles". Foto: McLaren F1

    COADJUVANTES...

    O meio do pelotão parece que terá bons embates. A Force India, quarta no campeonato passado, não fez tempos animadores com Hulkenberg e Ocon.

    Enquanto isso, a Renault, com um carro integralmente seu, mostrou que pode terminar o ano no top-6. Bons treinos também da Haas. O time norte-americano cumpriu longos stints em Barcelona, com marcas convincentes.

    A Toro Rosso não animou sua dupla, Sainz Jr. e Kvyat. O belo STR-12, azul e prata, com detalhes em vermelho, lembrando uma embalagem do chocolate "BIS", ficou no fim da tabela. Beleza não se põe à mesa...

    STR-12: carro da Toro Rosso foi melhor no quesito beleza do que em desempenho. Layout semelhante a uma embalagem do chocolate "BIS" ficou bonito. Foto: Toro Rosso

    DESAPEGA, NICO... OU VOCÊ VAI PARA A FERRARI?

    Nico Rosberg, que surpreendeu a todos anunciando sua aposentadoria após o título conquistado em 2016, foi figurinha carimbada no pit-lane do circuito catalão. Conversou com Bottas, disse estar pronto a lhe dar conselhos para bater Hamilton. Sugeriu que espera tomar um drink com o finlandês.

    Nico me deu a impressão de um cara "zen" quando anunciou sua saída da F1. Desde pequeno encarando a rotina de piloto, parecia ter "virado a chave", se desconectado. Vendo sua presença em Barcelona, já não tenho tanta certeza assim.

    Não me surpreenderei, se em 2018 seja ele um dos pilotos da Ferrari, após ter feito de 2017 um período mais de quarentena do que sabático, para trocar uma poderosa por outra e esta mudança não ficar tão escancarada assim...

    Nico Rosberg. Alemão passou ideia de que iria "chutar" a F1. Parece que não conseguiu desapegar... Voltará em 2018? Será piloto da Ferrari? Foto: arquivo pessoal de Nico Rosberg

     

     

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  • A pré-temporada da F1 pode trazer surpresas

    - Por Marcos Júnior / há 2 meses

    A pré-temporada da F1, que se inicia no próximo dia 27 de fevereiro, na Espanha, será aquela que poderá trazer as maiores surpresas desde que os motores turbo passaram a vigorar, na temporada de 2014.

    Com novos conceitos aerodinâmicos e, principalmente as novas dimensões dos pneus, mais largos, algo diferente pode acontecer na relação de forças da categoria.

    Embora a Mercedes ainda possa ser apontada como favorita, Red Bull (principalmente) e Ferrari, terão a melhor chance dos últimos anos para uma maior aproximação e, quem sabe, até, lutar em pé de igualdade.

    A Renault, que empurra a Red Bull, evoluiu consideravalmente. A Ferrari, talvez não na mesma proporção, mas já não está tão defasada em relação aos motores da Mercedes.

    Então, a turma dos projetos, volta a ter trabalho, pois com os novos pneus todo o conjunto da suspensão teve de ser retrabalhado. Idem para a turma da aerodinâmica.

    Em 2009, por exemplo, a Brawn-GP conseguiu dar o "pulo do gato" com seu difusor duplo e nadou de braçadas para levantar o título de pilotos com Button e o de construtores.

    Se a Honda tiver conseguido uma evolução considerável será boa possibilidade de, pelo menos, subir alguns degraus para voltar a subir ao pódio. Idem para a Williams, que só conseguiu isso uma vez em 2016, com Bottas, no Canadá.

    Massa será, assim, peça fundamental no time de Grove para tornar o carro competitivo. Salvo engano, novamente travará briga "cabeça a cabeça" com a Force India.

    Depois de um retorno abaixo das expectativas, a Renault (com todo seu poderio), tem a missão de estar à frente de Haas, Toro Rosso e Sauber. Palpite? O time francês não terá vida fácil com a Toro Rosso e Haas e Sauber devem ser as últimas, exatamente nesta ordem.

    Então, a partir de 27 de fevereiro, até 02 de março, e depois, de 7 a 10 de março, carros na pista em Barcelona para apontarem um sinal daquilo que irá acontecer na temporada deste ano da Fórmula 1.

    Ao longo do ano ainda acontecerão mais três baterias de treinos, duas com o campeonato em curso e a última logo após a etapa de encerramento:

    18 de abril: Bahrain
    1º e 02 de agosto: Hungria
    28 e 29 de novembro: Abu Dhabi



     

     

     

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SOBRE O COLUNISTA

No 2º ano do primário, sua professora, a dona Mitsy, escolheu sua redação para que ele a lesse para toda a sala. Depois, as professoras de todas as outras séries do primário o convocaram para a mesma tarefa.

Após essa "maratona?, dona Mitsy lhe disse uma única frase, que ficou ressoando em sua cabeça por todos os anos que seguiram:

"Marcos, nunca deixe de escrever!?

Durante o 2º grau, um... Saiba Mais