• América do Sul vira coadjuvante no Mundial de Clubes

    - Por Fábio Salgueiro / há 3 meses

    O feito do Corinthians bicampeão do Mundo em 2012 do Mundial de Clubes da Fifa foi uma conquista que será difícil de ser repetida por um clube sul-americano. O futebol europeu domina o cenário de títulos no Japão, o que deixa a América do Sul na condição de coadjuvante no duelo entre os continentes.

    A disparidade de talentos e a forma de jogar apresenta um abismo entre os clubes europeus e sul-americanos. Não à toa, o Real Madrid conquistou o título Mundial deste ano e o Atlético Nacional da Colômbia, o grande vencedor da Libertadores da América, terminou apenas na terceira colocação.

    O time colombiano frustrou o continente sul-americano ao tropeçar para o frágil, porém aplicado Kashima Antlers, do Japão, na semifinal.

    O cenário de conquistas dos clubes europeus não deve mudar num curto espaço de tempo. Os times de lá esbanjam jogadores talentosos de todas as nações e exibem uma forma moderna e muito eficiente de jogar.

    Por outro lado, o futebol sul-americano sente o peso da ausência dos talentos, justamente transferidos em sua maioria para o futebol do Velho Continente. A forma de atuar dos clubes também deixa a desejar, sobretudo quando envolve clubes brasileiros.

    A supremacia europeia se acentuou nos últimos quatro anos com as conquistas de Bayern de Munique (2013), Real Madrid (2014/16) e Barcelona (2015). Das últimas conquistas, com exceção do Bayern, que superou o Raja Casablanca (MAR), os demais campeões superaram clubes sul-americanos.

    O predomínio europeu só poderá ser quebrado graças o futebol oferecer a chance de um clube se defender e jogar pela chamada “uma bola”. Desta forma vejo chance de um clube sul-americano voltar a triunfar no Mundial.

    No entanto, a tendência é que o clube campeão da Liga dos Campeões também triunfe no final do ano, no Japão. E sem sustos.

    A fórmula de disputa do Mundial apresenta todo ano muito equilíbrio na semifinal envolvendo sul-americanos, mexicanos e asiáticos. Já o clube europeu passa com mais facilidade em seu único jogo antes da decisão.

    O cenário só poderá ser mudado, caso o futebol sul-americano busque uma gestão mais moderna, além de uma forma de jogar mais próxima a dos clubes europeus. No entanto, como isso é difícil de acontecer, até pela falta de vontade e interesses que imperam nos clubes e entidades, a tendência então é que o quadro atual não se modifique tão cedo.

     

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  • D'Alessandro e Zago chegam para reconstruir o Colorado

    - Por Fábio Salgueiro / há 3 meses

    D"Alessandro e Antonio Carlos Zago são os primeiros nomes a serem anunciados para a reconstrução do Internacional, degolado para a Série B do Nacional. O ídolo retornará ao Beira-Rio, após uma temporada no River Plate. Já o treinador deixou o Juventude e já projeta o Colorado para o ano que vem. É o Inter rebaixado e já pensando no retorno à elite, em 2017.

    O esporte é democrático. Vitórias e derrotas fazem parte da vida de um atleta e de uma agremiação. O mundo do futebol é também cíclico. Uma hora você está no topo, outra hora é o momento do maior rival.

    Por isso, o esporte é mágico e o futebol, o maior barato. Ainda bem que é assim.

    No sul do país, a parte azul vibra de alegria e tem motivos para isso: Grêmio campeão da Copa do Brasil e assiste, de camarote, o grande rival amargar a maior desgraça de sua história: o rebaixamento à Série B nacional.

    A parte vermelha chora a degola inédita no Brasileirão, uma mancha pra sempre na história vencedora do clube.

    Uma Série B que já recebeu o Grêmio e agora abraça também o Internacional. Uma série que nenhum time grande deseja estar, mas muitas vezes é necessário, até para que se encontre um novo rumo a ser seguido.

    De ruim, o fato de não termos o mágico Grenal no próximo Brasileirão. O duelo entre os maiores rivais do Rio Grande do Sul pelo nacional, agora, só em 2018, se o Inter voltar à elite no ano que vem, o que deve acontecer sem sustos.

    Enfim, nas derrotas é que se conhece o verdadeiro campeão e tenho certeza que o Colorado será gigante também na Série B.

    Até 2018, Inter! Voltar à elite é obrigação!

     

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  • A paz pode invadir as arquibancadas!

    - Por Fábio Salgueiro / há 3 meses

    Não sou infantil, tampouco um sem noção. Sei do tamanho da violência no Brasil e no mundo. Da intolerância e do ódio que somos obrigados a conviver diariamente. Mas sei também do tamanho da tragédia com o voo da Chapecoense e acompanhei de perto a comoção mundial.

    A maior tragédia do esporte chocou, feriu, mas mudou também algumas certezas que carregava comigo. A dor segue enorme, mas as atitudes de compaixão com nós, brasileiros, são reconfortantes.

    Por isso, tenho, sim, uma ponta de esperança que uma tragédia assim possa mudar a postura das pessoas. No esporte, que ela seja suficiente para amenizar a intolerância e o fanatismo esportivo e injetar um convívio mais humano, decente, social.

    Por que não acreditar que isso possa ser possível?

    Já tinha jogado a toalha para o ser humano, acreditando ter sido uma experiência que definitivamente não havia dado certo. Admito isso com muito pesar. No entanto, após a semana de mobilização mundial em torno da dor Brasil, diante da tragédia com a Chapecoense, mudei minha convicção. Enterrei meu ceticismo e acredito que existem, sim, pessoas ruins, maldosas e intolerantes pelo mundo, mas tem também milhares de pessoas boas, humanas e sensíveis.

    Entre os torcedores, o sentimento de união e compaixão existe. Não vi ou acompanhei, por exemplo, um corintiano se posicionar contra o verde, a cor do maior rival, no site e nas redes sociais do clube. Quem acompanha o time do povo, sabe o tamanho da atitude que o clube teve em nome de Chapeco e do Brasil. Foi histórico!

    Propus em conversas reservadas com amigos, que durante a pré-temporada, em janeiro, alguns clássicos fossem realizados pelo Brasil sem divisão de torcida. Tudo junto e misturado e com renda revertida para a Chapecoense. Fui vaiado por muitos e chamado de louco por tantos outros, mas sigo fiel à minha postura otimista, que defende uma mudança para melhor no cenário do futebol brasileiro.

    Sim, estou ainda em coma pela dor da tragédia, mas ainda mais anestesiado pelas ações pelo mundo em solidariedade à Chapecoense e ao Brasil. Esta postura solidária pode e deve permanecer. Não devemos alimentar o discurso pessimista e acreditar que o cenário de violência deva ser mantido pelo simples fato de crermos ser possível uma mudança. Vamos agir! Peguemos uma carona nessa onda de solidariedade em nome do esporte. Em nome da vida.

    Nunca pensei que pudesse adotar este discurso assim, pois, há alguns anos, carrego o gosto amargo do ceticismo, da revolta com todas as mazelas do mundo. Mas depois da morte coletiva de mais de 70 pessoas e entre elas amigos que fiz nessa caminhada por aqui, quero e preciso acreditar na mudança, no melhor convívio, nestas ações solidárias que tanto me emocionaram nos últimos dias. Torço por isso.

    Voltei a sonhar e espero não acordar. A queda do voo foi um pesadelo, mas a solidariedade mundial é um sonho que deve se tornar realidade. Eu quero e espero ajudar para que se concretize. Quem me acompanha neste desafio?

     

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  • Sem Cuca, mas com elenco campeão

    - Por Fábio Salgueiro / há 3 meses

    O técnico Cuca não seguirá no comando do Palmeiras em 2017. O treinador resolveu dar uma parada na carreira e deixa o Alviverde órfão e com a responsabilidade agora de buscar um novo comandante. Os nomes pipocam e cá entre nós, nenhum arranca suspiros. Mas a vida segue...

    No entanto, seja qual for o novo treinador, uma coisa é certa: o Palmeiras campeão nacional é um time comprometido com as vitórias e com os títulos. A estrutura oferecida pelo clube e o trabalho deixado por Cuca provam isso. A conquista do nacional é uma certeza de que o clube está pronto para novas conquistas.

    O Palmeiras é favorito a tudo para a temporada 2017. Não apenas pela conquista do Brasileirão, mas pela sua força atual. Um clube com um elenco competitivo, que perdeu Gabriel Jesus, vendido para o Manchester City, mas que terá reforços de ponta. Uma equipe moldada para os títulos e o mais importante: com o espírito de vitória.

    O Palmeiras ressurgiu no cenário nacional e para ficar por longos anos em meio às conquistas. O Alviverde decolou e segue subindo, só pode perder para si mesmo. Com pés no chão e gestão organizada como vem sendo feita, não tem como não bater campeão de tudo que disputar.

    Por isso, com ou sem Cuca, e agora sem ele, já é certo, e com um novo treinador, o Alviverde não sofrerá com a insegurança e incertezas quanto ao futuro. O time está montado e o clube navega em águas calmas.

    O Palmeiras está à frente da concorrência e reitero: já é favorito ao bi da Libertadores da América em 2017, além dos demais títulos que estiverem em disputa. Alguém duvida? Eu não...

     

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  • Mesmo sem Cuca e Jesus, Palmeiras é favorito ao bi da Libertadores

    - Por Fábio Salgueiro / há 3 meses

    O Palmeiras campeão brasileiro é o grande favorito ao título da Libertadores da América de 2017. Não só o título nacional credencia o Alviverde à conquista da principal competição continental. A estrutura que envolve o clube e a força do elenco transforma o Palmeiras na principal força do país e candidato disparado a todos os títulos da próxima temporada.

    Mesmo com a perda de alguns jogadores, sobretudo do menino Gabriel Jesus, já negociado com o inglês Manchester City, o Alviverde terá peças de reposição à altura e estará ainda mais forte para os desafios do próximo ano.

    A principal perda será à saída de Cuca, que não fica no clube, e pode comprometer a forma eficiente de o time atuar. A diretoria tentou manter o treinador, no entanto Cuca deseja se distanciar do futebol por pelo menos seis meses por questões pessoais.

    A força do Alviverde para a próxima temporada independe de quem será o novo técnico. No entanto, a perda do padrão tático da equipe é algo que pressiona a cúpula palmeirense. Por isso, a preocupação na escolha do novo treinador.

    Sobre a conquista do Brasileirão, venceu o melhor time, o mais equilibrado e mais eficiente. O Palmeiras não foi brilhante, até porque o futebol brasileiro não está num patamar de encher o olhos de nenhum torcedor. Mas nada tira o mérito da conquista Alviverde, que foi disparado o melhor time dentre os 20 clubes na disputa.

    Parabéns, Palmeiras! A Libertadores vem aí!

     

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SOBRE O COLUNISTA

Paulistano com muito orgulho, Salgueiro, como é conhecido, é pisciano, jornalista diplomado, repórter fuçador, irriquieto e um cidadão inconformado. Engatinhou na profissão na Rádio CBN, onde aprendeu muito no rastreio das informações. Depois seguiu para a imprensa escrita, no DIÁRIO POPULAR, que virou mais tarde DIÁRIO DE SÃO PAULO, permanecendo por lá 14 anos. Nos últimos anos colaborou com v&a... Saiba Mais