• Futebol moderno naufraga no Brasil

    - Por Fábio Salgueiro / há 18 dias ½

     

    No Brasil, o futebol moderno se perdeu. Ou pior, apresenta um produto que despenca em qualidade e em apelo junto ao amante do esporte. E por vários motivos, é verdade. Fato é que o esporte número um do brasileiro perde pegada a cada ano. A emoção é ainda grande,  a paixão ainda é arrebatadora entre os torcedores, mas os amantes do esporte estão cada dia está mais distantes dos estádios de futebol.

    No final de semana, o Fla-Flu, um dos clássicos mais charmosos do planeta, apresentou pouco mais de 24 mil torcedores presentes ao estádio Nilton Santos. Num comparativo, o clássico paulista entre Corinthians e Santos, no sábado, em Itaquera, teve um público de cerca de 36 mil pagantes.

    No Rio, o clássico teve a presença das duas torcidas, após muita briga nos bastidores. Já no duelo de São Paulo, a torcida única imperou, numa derrocada (mais uma!) das autoridades diante da violência dos marginais.

    Os duelos apresentavam também um apelo distinto na expectativa dos torcedores: o Fla-Flu era a decisão da Taça Guanabara. Já o clássico paulista apenas um jogo de meio de tabela, de um Paulistão que hoje pode ser chamado de Paulistinha por causa do pouco apelo junto aos torcedores.

    Fica muito claro que o futebol mudou por aqui. E pra pior. Nos anos 80, o Fla-Flu era jogado no Maracanã, que até então tinha o status de “maior do mundo”, e com 120 mil pagantes.

    Já Corinthians e Santos jogavam no Morumbi e também para um público de mais de 100 mil torcedores. E o público comparecia mesmo em jogos do estadual, que também tinha outro apelo. Tudo muito diferente.

    O futebol perde força a cada ano. A paixão segue igual, mas o torcedor está cada vez mais distante do espetáculo. E por dos motivos cruciais: ou por receio da violência descabida e aceita de forma passiva pelas autoridades, que tira a liberdade do amante do esporte de ir ao estádio ou andar pelas ruas com a camisa do seu clube do coração ou pelo famigerado sistema imposto pelo futebol moderno, onde o consumidor do futebol precisa ser “sócio” do clube para adentrar ao estádio.

    Foi-se o tempo que o torcedor tinha a liberdade de adquirir os ingressos quando e como quisesse. Decisões assim elitizam o esporte mais popular do país e distanciam também o torcedor que não dispõe de recursos para alimentar sua paixão pelo clube.

     

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  • Tevez puxa fila dos astros da milionária liga chinesa

    - Por Fábio Salgueiro / há 22 dias ½

    A milionária temporada 2017 da liga chinesa começa nesta sexta-feira e será destaque no Canal Bandsports. Com grandes estrelas, os chineses prometem chamar atenção do mundo com astros que aceitaram jogar por lá diante de cifras milionárias e renderão, além de manchetes mundiais, uma injeção de técnica e talento ao futebol chinês.

    O grande destaque desta nova temporada será Carlitos Tevez, ex-Corinthians e Boca Juniors, que se mudou para a Ásia para atuar no Shanghai Shenhua, com um contrato que o tornou o jogador mais bem pago do mundo.  

    Na cola do argentino, um brasileiro se destaca também por um contrato milionário: o meia Oscar, ex-Chelsea e que disputou a última Copa do Mundo como titular da seleção brasileira. Com a camisa do Shanghai SIPG, Oscar será uma estrela que irá faturar cerca de 22 milhões de euros/ano.

    A primeira rodada apresenta os seguintes jogos:

    Sextas-feira: Guizhou Zhicheng x Liaoning

    Sábado

    Guangzhou R&F x Tianjin Quanjian

    Shanghai East Asia x Changchun Yatai

    Shandong Luneng x Tianjin Teda       

    Chongqing Lifan x Yanbian

    Domingo

    Guangzhou x Beijing Guoan

    Henan Jianye x Hebei

    Shanghai Shenhua x Jiangsu Suning

     

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  • Crias do terrão com a bola cheia

    - Por Fábio Salgueiro / há 29 dias ½

    A vitória do Corinthians diante do Palmeiras, no dérbi do centenário, em Itaquera, ofereceu ao Alvinegro mais do que os três pontos e a satisfação de triunfar sobre o maior rival. A vitória apontou um caminho a ser seguido pelo clube: apostar na molecada das categorias de base.

    Mesmo Jô, agora experiente e autor do gol da vitória sobre o Alviverde, nasceu também no terrão do Parque São Jorge. Estou convicto de que só a garotada para dar uma sobrevida ao clube, que sofre com o financiamento do estádio e outras mazelas administrativas. Sem dinheiro em caixa e com um time tecnicamente deficiente, a saída mais sensata e inteligente é apostar na categoria de base.

    Vale lembrar que os garotos acabaram de se sagrar campeões da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

    O triunfo sobre o Palmeiras mostrou Maycon, Arana e Léo Jabá, todas crias do terrão, sendo destaques. Não sentiram a pressão do dérbi e foram eficientes com e sem a bola nos pés. Maicon, inclusive, fez a jogada do gol de Jô. Jabá e Arana atuaram como veteranos.

    Já no elenco profissional, o Corinthians tem outros novatos que merecem ter uma chance, assim como nas categorias de base existe uma legião de jovens promessas à espera de uma chance. É só a diretoria apostar. A Fiel apoia e mostrou isso no dérbi, quando incentivou do início ao fim o time e, em especial, os garotos.

     

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    Foto: Daniel Augusto Jr. / AG. Corinthians

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  • Dérbi Corinthians e Palmeiras ressuscita o Paulistinha

    - Por Fábio Salgueiro / há 1 mes

    Corinthians e Palmeiras se enfrentam nesta quarta-feira, em Itaquera. O principal dérbi do estado ressuscita o Paulistinha, que um dia foi Paulistão, mas hoje em dia chama atenção apenas quando a tabela apresenta os chamados clássicos. A semana começa diferente. As torcidas esperam pelo jogo e gritam desde o final de semana: “É quarta-feira!”

    Quem vence o dérbi?

    O Corinthians joga em seu campo e apenas com sua torcida presente, já que os clássicos por aqui contam apenas com a massa do time mandante. O fator campo pode equilibrar o duelo, mas não coloca o Alvinegro como favorito. Longe disso.

    Creio que o talento ainda decide no futebol, por isso o Palmeiras está à frente na busca pela vitória. Entendo e respeito também à máxima de que dérbi é especial, um jogo diferente, onde tudo pode acontecer.

    No entanto, creio na força do Palmeiras. O empate será um ótimo resultado para o Corinthians, mais ou menos como uma vitória. Um verdadeiro abismo separa atualmente os rivais.

    Os times chegam iguais para o dérbi, pelo menos na tabela de classificação. Ambos somam nove pontos, com três vitórias e uma derrota. O Corinthians é líder do Grupo A. Já o Palmeiras lidera o Grupo C. O aproveitamento dos rivais também é igual: 75%.

    Nos números muito equilíbrio e no desempenho em campo também. Corinthians e Palmeiras não empolgam. Podem mostrar mais, sobretudo o time alviverde. Acredito que o dérbi oferece a chance de os times mostrarem o que podem realmente fazer neste Paulistão.

    Quem vence o dérbi? Pra mim, o Palmeiras leva, mesmo com os desfalques de Tchê Tchê e Moisés e o fato de o time sofrer ainda com o início da temporada. Puro palpite, em cima do que as equipes apresentam para a disputa do ano. E você, opine!

     

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  • Dudu manda um duro e silencioso recado aos fanáticos de plantão

    - Por Fábio Salgueiro / há 1 mes

    Até que ponto o fanatismo das arquibancadas deve pesar sobre o time dentro das quatro linhas? Pergunto, pois isso sempre me incomodou no mundo do futebol. Há 20 anos trabalhando com o jornalismo esportivo, inúmeras vezes assisti, boquiaberto. diretorias serem reféns de torcidas e fazendo da pressão imposta por elas um caminho a ser seguido.

    Um desrespeito enorme com o clube e um amadorismo sem tamanho na gestão da agremiação.

    O Paulistão está apenas em sua terceira rodada e a pressão sobre Eduardo Baptista, técnico do Palmeiras, é surreal. Os fanáticos das arquibancadas pedem a cabeça do treinador sem constrangimento, mesmo no início da temporada. Tal atitude, ridícula, é escorada no passionalismo e na malfadada cultura do futebol brasileiro, em que treinadores são rifados de acordo com o desejo dos fanáticos das arquibancadas.

    É importante que isso seja combatido. Um profissional não pode ficar na berlinda após três jogos. A torcida pode extravasar sua paixão, mas o clube deve se blindar diante deste fanatismo.

    No popular, o torcedor que torça e cobre o que deseja cobrar e a diretoria e jogadores que façam seu papel dentro e fora de campo, em cima do projeto e da gestão profissional, sem dar bola para a fritaria fantasiosa de quem paga ingresso e tem o direito de torcer, apenas torcer.

    O atacante Dudu, campeão brasileiro e um dos líderes do atual elenco alviverde, marcou na vitória do Palmeiras sobre o São Bernardo (2 a 0), em casa, e não comemorou, numa dura repreensão à torcida, que cobrava o treinador e vaiava o time.

    Dudu mostrou personalidade e acima de tudo respeito diante de seus colegas de profissão. Não se pode aceitar de forma passiva tamanha violência da arquibancada. Apesar do fanatismo não ter limites, é preciso que ele seja combatido. E Dudu deu o primeiro passo.

    A torcida, em boa parte, não aceita Eduardo Baptista. Por isso, a cobrança acontece num tom maior sobre o treinador, que busca dar sua cara ao milionário Palmeiras. Há dois meses da consagração nacional, o clube já vive o inferno da pressão vinda das arquibancadas. Isso é surreal, ridículo.

    Que a postura de Dudu sirva de lição. Não se pode mimar a torcida de todas as formas, inclusive aceitando essa cobrança desmedida de início de temporada. A paixão move o clube, a torcida empurra o time,  mas é preciso respeito e ponderação. Sim, mesmo diante de um amor sem medidas, é preciso colocar freio.

    Que a diretoria alviverde se espelhe em Dudu e não abra mão da convicção e do planejamento para agradar àqueles que agem com a emoção à flor da pele, sem saber separar a razão da emoção.

     

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SOBRE O COLUNISTA

Paulistano com muito orgulho, Salgueiro, como é conhecido, é pisciano, jornalista diplomado, repórter fuçador, irriquieto e um cidadão inconformado. Engatinhou na profissão na Rádio CBN, onde aprendeu muito no rastreio das informações. Depois seguiu para a imprensa escrita, no DIÁRIO POPULAR, que virou mais tarde DIÁRIO DE SÃO PAULO, permanecendo por lá 14 anos. Nos últimos anos colaborou com v&a... Saiba Mais