O jogo foi histórico, sim, mas a arbitragem também. Sou cidadão espanhol, fruto dos meus avós maternos, nascidos na cidade de Granada, e tenho enorme simpatia pelo Barcelona. Mas a consciência me impede de enaltecer o triunfo como se nada tivesse acontecido de irregular no jogo. Questão de postura. Para alguns, pura rabugice. Pra mim, justiça na opinião

O jogo foi histórico, sim, mas a arbitragem também. Sou cidadão espanhol, fruto dos meus avós maternos, nascidos na cidade de Granada, e tenho enorme simpatia pelo Barcelona. Mas a consciência me impede de enaltecer o triunfo como se nada tivesse acontecido de irregular no jogo. Questão de postura. Para alguns, pura rabugice. Pra mim, justiça na opinião

Negar que foi uma vitória épica é brigar com os desuses da bola, ir contra os fatos e manter uma postura de turrão, que não combina com esporte. Agora, jogar também na conta da arbitragem o feito histórico do Barcelona sobre o PSG é uma obrigação que tenho com minha consciência.

Sim, o feito do Barcelona terá sempre aspas no que depender de mim. Por quê? Pois o juiz foi decisivo não na vitória do Barcelona, que foi merecidíssima, mas na classificação do time espanhol.

O juiz foi tão decisivo na partida quanto a genialidade de Neymar, que fez a diferença, chamando a responsabilidade com talento, assistências e dois gols, sendo um golaço de falta.

Os amantes do futebol amaram o jogo. Pergunto: tem como não amar uma partida assim? Tenho certeza que existem pessoas em êxtase até agora. Normal... Mas escrevi após o jogo e reitero aqui: não consigo vibrar com uma vitória épica assim diante dos erros da arbitragem. É questão de postura. E isso não me torna rabugento, tampouco menos apaixonado pelo futebol-arte.

O duelo era decisivo. A vaga para as quartas de final estava em jogo e milhares de milhões em campo, já que o duelo envolvia dois dos maiores clubes do planeta. Os erros do árbitro foram se diluindo no jogo, até chegar ao ponto máximo de dois pênaltis absurdamente marcados para o Barcelona.

O primeiro, em Neymar, com muito boa vontade pode-se alimentar uma polêmica. Já o segundo, em Suárez, bizarro, crasso, triste...

Se o de Neymar pode-se marcar, então porque não anotar um para o PSG, em cima de Di Maria? Um só... Os defensores da vitória acima de qualquer crítica à arbitragem relativizarão a discussão, com o famoso: os erros foram para todos os lados. Não foram. Reveja o jogo, despido de fanatismo, e notará que o apito pesou absurdamente para apenas um lado.

O triunfo do Barça foi épico e a festa também entre os brasileiros amantes do clube catalão. Não sei se a arbitragem foi esquecida pelos fanáticos pelo fato de por aqui sempre se enaltecer a malfadada máxima de que “roubado é mais gostoso”.

Fato é que parabenizo o Barcelona pela vitória, mas critico a vaga conquistada da forma que foi. O jogo foi épico, sim, mas a arbitragem também. Sou cidadão espanhol, fruto dos meus avós maternos, que vieram para cá desde muito cedo, vindos da cidade de Granada, e tenho enorme simpatia pelo Barcelona. Mas minha consciência me impede de enaltecer o triunfo como se nada tivesse acontecido com a arbitragem. Questão de postura. Para alguns, pura rabugice. Pra mim, justiça na opinião.

 

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Foto: Reprodução / Site Barcelona

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SOBRE O COLUNISTA

Paulistano com muito orgulho, Salgueiro, como é conhecido, é pisciano, jornalista diplomado, repórter fuçador, irriquieto e um cidadão inconformado. Engatinhou na profissão na Rádio CBN, onde aprendeu muito no rastreio das informações. Depois seguiu para a imprensa escrita, no DIÁRIO POPULAR, que virou mais tarde DIÁRIO DE SÃO PAULO, permanecendo por lá 14 anos. Nos últimos anos colaborou com v&a... Saiba Mais

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