• Crias do terrão com a bola cheia

    - Por Fábio Salgueiro / há 1 dia ½

    A vitória do Corinthians diante do Palmeiras, no dérbi do centenário, em Itaquera, ofereceu ao Alvinegro mais do que os três pontos e a satisfação de triunfar sobre o maior rival. A vitória apontou um caminho a ser seguido pelo clube: apostar na molecada das categorias de base.

    Mesmo Jô, agora experiente e autor do gol da vitória sobre o Alviverde, nasceu também no terrão do Parque São Jorge. Estou convicto de que só a garotada para dar uma sobrevida ao clube, que sofre com o financiamento do estádio e outras mazelas administrativas. Sem dinheiro em caixa e com um time tecnicamente deficiente, a saída mais sensata e inteligente é apostar na categoria de base.

    Vale lembrar que os garotos acabaram de se sagrar campeões da Copa São Paulo de Futebol Júnior.

    O triunfo sobre o Palmeiras mostrou Maycon, Arana e Léo Jabá, todas crias do terrão, sendo destaques. Não sentiram a pressão do dérbi e foram eficientes com e sem a bola nos pés. Maicon, inclusive, fez a jogada do gol de Jô. Jabá e Arana atuaram como veteranos.

    Já no elenco profissional, o Corinthians tem outros novatos que merecem ter uma chance, assim como nas categorias de base existe uma legião de jovens promessas à espera de uma chance. É só a diretoria apostar. A Fiel apoia e mostrou isso no dérbi, quando incentivou do início ao fim o time e, em especial, os garotos.

     

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  • Dérbi Corinthians e Palmeiras ressuscita o Paulistinha

    - Por Fábio Salgueiro / há 4 dias ½

    Corinthians e Palmeiras se enfrentam nesta quarta-feira, em Itaquera. O principal dérbi do estado ressuscita o Paulistinha, que um dia foi Paulistão, mas hoje em dia chama atenção apenas quando a tabela apresenta os chamados clássicos. A semana começa diferente. As torcidas esperam pelo jogo e gritam desde o final de semana: “É quarta-feira!”

    Quem vence o dérbi?

    O Corinthians joga em seu campo e apenas com sua torcida presente, já que os clássicos por aqui contam apenas com a massa do time mandante. O fator campo pode equilibrar o duelo, mas não coloca o Alvinegro como favorito. Longe disso.

    Creio que o talento ainda decide no futebol, por isso o Palmeiras está à frente na busca pela vitória. Entendo e respeito também à máxima de que dérbi é especial, um jogo diferente, onde tudo pode acontecer.

    No entanto, creio na força do Palmeiras. O empate será um ótimo resultado para o Corinthians, mais ou menos como uma vitória. Um verdadeiro abismo separa atualmente os rivais.

    Os times chegam iguais para o dérbi, pelo menos na tabela de classificação. Ambos somam nove pontos, com três vitórias e uma derrota. O Corinthians é líder do Grupo A. Já o Palmeiras lidera o Grupo C. O aproveitamento dos rivais também é igual: 75%.

    Nos números muito equilíbrio e no desempenho em campo também. Corinthians e Palmeiras não empolgam. Podem mostrar mais, sobretudo o time alviverde. Acredito que o dérbi oferece a chance de os times mostrarem o que podem realmente fazer neste Paulistão.

    Quem vence o dérbi? Pra mim, o Palmeiras leva, mesmo com os desfalques de Tchê Tchê e Moisés e o fato de o time sofrer ainda com o início da temporada. Puro palpite, em cima do que as equipes apresentam para a disputa do ano. E você, opine!

     

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  • Dudu manda um duro e silencioso recado aos fanáticos de plantão

    - Por Fábio Salgueiro / há 8 dias

    Até que ponto o fanatismo das arquibancadas deve pesar sobre o time dentro das quatro linhas? Pergunto, pois isso sempre me incomodou no mundo do futebol. Há 20 anos trabalhando com o jornalismo esportivo, inúmeras vezes assisti, boquiaberto. diretorias serem reféns de torcidas e fazendo da pressão imposta por elas um caminho a ser seguido.

    Um desrespeito enorme com o clube e um amadorismo sem tamanho na gestão da agremiação.

    O Paulistão está apenas em sua terceira rodada e a pressão sobre Eduardo Baptista, técnico do Palmeiras, é surreal. Os fanáticos das arquibancadas pedem a cabeça do treinador sem constrangimento, mesmo no início da temporada. Tal atitude, ridícula, é escorada no passionalismo e na malfadada cultura do futebol brasileiro, em que treinadores são rifados de acordo com o desejo dos fanáticos das arquibancadas.

    É importante que isso seja combatido. Um profissional não pode ficar na berlinda após três jogos. A torcida pode extravasar sua paixão, mas o clube deve se blindar diante deste fanatismo.

    No popular, o torcedor que torça e cobre o que deseja cobrar e a diretoria e jogadores que façam seu papel dentro e fora de campo, em cima do projeto e da gestão profissional, sem dar bola para a fritaria fantasiosa de quem paga ingresso e tem o direito de torcer, apenas torcer.

    O atacante Dudu, campeão brasileiro e um dos líderes do atual elenco alviverde, marcou na vitória do Palmeiras sobre o São Bernardo (2 a 0), em casa, e não comemorou, numa dura repreensão à torcida, que cobrava o treinador e vaiava o time.

    Dudu mostrou personalidade e acima de tudo respeito diante de seus colegas de profissão. Não se pode aceitar de forma passiva tamanha violência da arquibancada. Apesar do fanatismo não ter limites, é preciso que ele seja combatido. E Dudu deu o primeiro passo.

    A torcida, em boa parte, não aceita Eduardo Baptista. Por isso, a cobrança acontece num tom maior sobre o treinador, que busca dar sua cara ao milionário Palmeiras. Há dois meses da consagração nacional, o clube já vive o inferno da pressão vinda das arquibancadas. Isso é surreal, ridículo.

    Que a postura de Dudu sirva de lição. Não se pode mimar a torcida de todas as formas, inclusive aceitando essa cobrança desmedida de início de temporada. A paixão move o clube, a torcida empurra o time,  mas é preciso respeito e ponderação. Sim, mesmo diante de um amor sem medidas, é preciso colocar freio.

    Que a diretoria alviverde se espelhe em Dudu e não abra mão da convicção e do planejamento para agradar àqueles que agem com a emoção à flor da pele, sem saber separar a razão da emoção.

     

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  • Um minuto de silêncio para a hipocrisia que domina o futebol brasileiro

    - Por Fábio Salgueiro / há 9 dias

    O futebol moderno, além de segregar a entrada de boa parte do povo aos estádios, também amordaça jogadores no momento mais importante de uma partida de futebol, que é o gol.

    O cartão mostrado a Cueva, do São Paulo, após o atacante balançar as redes diante do Santos e correr para o meio de campo com uma das mãos nos ouvidos é a marca registrada do futebol chamado politicamente correto. É a vitória da hipocrisia sobre o esporte e sua magia. O futebol moderno tem suas mazelas e essa é disparado a pior delas.

    Cresci assistindo a verdadeiros gênios da bola mandando a torcida se calar. Chumbo trocado, afinal passavam o jogo inteiro sendo provocados pelos torcedores rivais. No momento do gol davam a resposta, na mesma moeda, ou melhor, nas redes. Nada mais justo.  

    O politicamente correto tira o brilho do futebol atual. Como disse o ex-jogador Casagrande, durante a transmissão do clássico disputado na Vila Belmiro, tudo é proibido no futebol atual com a desculpa que fomentaria a violência. Quanta hipocrisia...

    Pior é quem pensa assim e age também desta forma, cerceando os jogadores no momento mais sublime do espetáculo que é a festa do gol marcado.

    Casão desabafou na condição de artilheiro e de um rebelde com causa, que sempre marcou gols e festejou com a liberdade que quis. Bons tempos...

    Lamento pelos torcedores que engrossam o coro do politicamente correto, acreditando que provocações assim é que geram violência. Os mesmos torcedores que veem como positivo a ausência de bandeiras, bumbos e demais acessórios nos estádios, além dos radinhos de pilha, pois tudo isso pode virar arma para os marginais.

    Engrossar esse malfadado politicamente correto é dar respaldo às autoridades, que não combatem a violência e usam tal artimanha na busca por encobrir a sua incompetência na promoção de um espetáculo.

    O futebol moderno não me representa. Assim como tenho certeza não representaria dezenas de craques que fizeram história no futebol brasileiro com gols e provocações aos adversários.

    Uma vez, Túlio Maravilha, pelo Corinthians, “pescou” em campo, após marcar um gol contra o Santos. Viola, também pelo Alvinegro, imitou o porco, após fazer o primeiro gol da decisão do Paulistão de 1993. Edmundo, certa vez, dançou na frente do zagueiro Gonçalves, assim como Romário cansou de mandar as torcidas rivais se calarem de norte a sul do país. E Serginho Chulapa e seu jeito debochado de festejar gols na frente das torcidas rivais...

    Estes craques, sim, fizeram a festa das arquibancadas e contribuíram para a história do futebol brasileiro, com gols e provocação.

    Lamento sinceramente pelos jogadores que estão aí, vigiados por câmeras, árbitros e torcedores, todos admiradores do politicamente correto. E por fim, peço um minuto de silencio pela hipocrisia que domina o futebol atual.

     

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  • Fábio Carille x Eduardo Baptista: Quem cairá primeiro?

    - Por Fábio Salgueiro / há 12 dias

    A temporada está apenas no início, o Paulistão alcançou apenas a sua segunda rodada, mas já têm novatos treinadores na mira da torcida. Fábio Carille, do Corinthians, e Eduardo Baptista, do Palmeiras, veem seus times tropeçarem no início da temporada e os fanáticos de plantão já fazem coro nas arquibancadas, solicitando a saída de ambos.

    Sim, é muito cedo, mas é a realidade nua e crua do futebol brasileiro.

    Carille, a “cria de Tite”, viu o Corinthians perder para o Santo André (2 a 0), em Itaquera. O tropeço levantou de vez a ira da Fiel, que nunca engoliu seu nome. A desconfiança diante da inexperiência do treinador, incomoda a torcida, que abriu guerra contra o treinador, sobretudo na arquibancada digital (leia-se redes sociais).

    Já Eduardo Baptista assistiu o Palmeiras perder para o Ituano (1 a 0), fora de casa, resultado também que deixou a exigente torcida alviverde revoltada. O treinador é também visto com desconfiança e bastou um começou cambaleante, o que é plenamente normal em se tratando de um início de temporada, para boa parte da massa alviverde romper com o treinador.

    Fica a pergunta: qual dos treinadores deve cair primeiro? Os clubes brasileiros não seguram a pressão, tampouco apostam no trabalho dos técnicos. Não há uma convicção no trabalho, por isso, o Estadual, que não serve de parâmetro para a temporada, apenas cumpre com sua missão de pressionar treinadores e oferecer a demissão a muitos deles daqui a algumas rodadas.

    Ceni blindado

    Por outro lado, o novato Rogério Ceni curte o dia seguinte de uma vitória por goleada diante da Ponte Preta (5 a 2), no Morumbi. O treinador, também um novato na beirada do campo, mas com muito mais moral que seus rivais, viu seu time se recuperar da derrota na estreia para o Audax e jogando um futebol de velocidade e muita intensidade.

    Dos novatos, Ceni não corre riscos. Já Carille e Batista já entraram na alça de mira das torcidas e diretorias. Vencer é obrigação para ambos nos próximos jogos, caso contrário o cartão vermelho será oferecido. O futebol por aqui é assim...

     

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SOBRE O COLUNISTA

Paulistano com muito orgulho, Salgueiro, como é conhecido, é pisciano, jornalista diplomado, repórter fuçador, irriquieto e um cidadão inconformado. Engatinhou na profissão na Rádio CBN, onde aprendeu muito no rastreio das informações. Depois seguiu para a imprensa escrita, no DIÁRIO POPULAR, que virou mais tarde DIÁRIO DE SÃO PAULO, permanecendo por lá 14 anos. Nos últimos anos colaborou com v&a... Saiba Mais