• Polêmicas superam a emoção do jogo no debate do futebol

    - Por Fábio Salgueiro / há 1 dia ½

    O futebol mudou. E pra pior. Hoje se fala menos no jogo e mais nas polêmicas. Isso acontece antes e depois da partida. As polêmicas rendem mais. O gol virou um detalhe, assim como as jogadas de efeito, as tabelas, o futebol-arte. Vivemos de picuinhas, provocações e deboches.

    A mudança de foco no futebol é nítida e maléfica para o produto futebol. Enquetes fomentam hoje se o cartão vermelho foi justo, se o pênalti aconteceu e se o treinador vai cair.

    O grande barato do futebol, que é o jogo jogado, dentro das quatro linhas, ficou em segundo plano. E isso não vai mudar, pelo menos não creio.

    Num recente Barcelona x PSG, a vitória épica do Barça foi enaltecida, mas a arbitragem também ganhou repercussão. Neste jogo em especial, não consegui desassociar os erros da arbitragem à classificação do time espanhol. Para mim, a vaga veio com os equívocos do árbitro.

    No entanto, tive a sensibilidade de separar as coisas. Ou melhor, dar o peso merecido a cada um dos assuntos. Ressaltei, sim, os erros do árbitro, que foram grosseiros, mas não deixei de falar da grandeza do jogo e da magnífica vitória do Barcelona.

    Já no final de semana, o Palmeiras superou o Santos, de virada, na Vila Belmiro (2 a 1). Um grande jogo. No entanto, a virada alviverde em três minutos ficou em segundo plano.

    As declarações de Felipe Melo, do Palmeiras, respondendo as provocações da torcida santista ao final do jogo ganhou o noticiário. O revanchismo superou os gols, as defesas dos goleiros. Muito pouco para um grande jogo.

    Apesar de cético quanto a uma mudança de enfoque na cobertura do jogo, admito que torço para que se fale mais de futebol e menos de picuinhas. A bola rolando e o talento ainda são as essências do futebol.

     

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  • Vasco fora da Copa do Brasil e favorito à Série B em 2018

    - Por Fábio Salgueiro / há 5 dias ½

    O Vasco está fora da Copa do Brasil. E mesmo antes do início do Brasileirão, já é um dos chamados grandes clubes favorito a disputar a Série B em 2018. A realidade do Vasco é cruel, pois o time cruzmaltino se apequena a cada ano, fruto de seguidas gestões desastrosas na Colina.

    Se tem um clube brasileiro que respeito é o Vasco. O Cruzmaltino marcou demais minha fase de torcedor nos ano 80 e 90, quando duelava de forma soberana contra o rival Flamengo e demais adversários pelo Brasil. O Vasco é um gigante, mas que se encontra como um paciente em estado grave na  UTI. Triste.

    O clube repete erros de um passado recente, que levou o time por duas vezes à Série B do nacional. O elenco é fraco por desmandos da diretoria e pela forma atrasada de se administrar o futebol em São Januário. O Vasco precisa de um choque de gestão. Só assim, em médio prazo, o clube poderia dar um salto de qualidade.

    No entanto, com a briga política existente no clube, a reação fica cada vez mais longe. Um pacto entre os grupos políticos na busca pela paz e redenção seria a saída, mas defender isso é utopia, infelizmente...

    O Brasileirão é a competição mais desafiadora do calendário do futebol nacional. E o Vasco já corre risco de rebaixamento. A competição nem começou ainda, mas o time cruzmaltino pode ser considerado favorito à degola mais uma vez.

    Um clube como o Vasco não pode aceitar a conviver com um rebaixamento a cada dois anos. Isso é um desrespeito com a história do clube, que é um dos gigantes do futebol brasileiro. A torcida vascaína está entre as cinco maiores do país, o que revela a força desse gigante.

    O Vasco precisa deixar a UTI. No entanto, para que isso aconteça, precisa que seus dirigentes deixem o clube e deem lugar a administradores que respeitem o Vasco e, acima de tudo, saibam gerir suas contas.

    Salvem o Vasco!

     

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  • Denis merece respeito e um novo clube longe da sombra de Ceni

    - Por Fábio Salgueiro / há 8 dias ½

    O futebol é cruel. O fanatismo que contamina os torcedores faz muitas vítimas no mundo da bola. Jogadores que convivem com a idolatria e o desprezo. Da noite para o dia. Algo que foge do controle, pois mexe com um sentimento de amor pelo clube que brota de uma maneira doentia, quase sempre sem limites.

    Denis, um dos goleiros do São Paulo, busca há mais de um ano ser o grande substituto de Rogério Ceni. Não conseguiu e não conseguirá. Queimou-se no gol tricolor e no coração da torcida. Nunca será idolatrado. Odiado já é. Sim, o ódio é uma palavra forte, mas retrata bem o atual sentimento do torcedor para com o camisa 1. Triste.

    Dênis merece respeito como qualquer pessoa. E pelo lado profissional, tem o direito também de vencer num novo clube. Uma agremiação que abra as portas para ele que é um bom goleiro e não um péssimo arqueiro como os torcedores tricolores aprenderam a classificá-lo. Bobagem isso...

    O camisa 1 precisa estar num clube bem distante da sombra de Ceni. O ex-camisa 1 do São Paulo pesou nas costas de Denis. Substituir o mito foi algo que Denis não conseguiu. Isso é um fato. Uma realidade.

    O torcedor são-paulino tem essa certeza. Rogério também sabe disso.

    Se pudesse, pediria diretamente ao presidente Leco, do Tricolor, para que liberasse Denis. Por respeito e gratidão. De graça. Rumo a um novo clube, onde ele pudesse jogar. Ser feliz e menos odiado. Ele merece. O São Paulo precisa. Vai com Deus, Denis!

    O goleiro é boa pessoa. Foi sempre um reserva aplicado e sonhador. Um companheiro silencioso de Ceni, quando o ídolo construía sua fama de mito com títulos, gols e defesas fantásticas no gol tricolor. Denis esperou por sua vez pacientemente. Ela chegou. Mas Denis não vingou. Normal, acontece...

    E chegada a hora de pensar no ser humano. Denis merece jogar e ser feliz. Ele não é mau goleiro. No meu time jogaria, ou melhor, disputaria disposição. No São Paulo ele nunca jogará. Sempre estará na mira da torcida. O fanatismo torna as pessoas cruéis. No futebol é assim.

    Que Denis seja feliz num outro clube. E que o São Paulo encontre um camisa 1. Não à altura de Rogério Ceni, mas que possa alimentar uma boa relação com a torcida. Será difícil, mas é necessário.

     

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  • Barça épico na bola e no apito

    - Por Fábio Salgueiro / há 13 dias ½

    Negar que foi uma vitória épica é brigar com os desuses da bola, ir contra os fatos e manter uma postura de turrão, que não combina com esporte. Agora, jogar também na conta da arbitragem o feito histórico do Barcelona sobre o PSG é uma obrigação que tenho com minha consciência.

    Sim, o feito do Barcelona terá sempre aspas no que depender de mim. Por quê? Pois o juiz foi decisivo não na vitória do Barcelona, que foi merecidíssima, mas na classificação do time espanhol.

    O juiz foi tão decisivo na partida quanto a genialidade de Neymar, que fez a diferença, chamando a responsabilidade com talento, assistências e dois gols, sendo um golaço de falta.

    Os amantes do futebol amaram o jogo. Pergunto: tem como não amar uma partida assim? Tenho certeza que existem pessoas em êxtase até agora. Normal... Mas escrevi após o jogo e reitero aqui: não consigo vibrar com uma vitória épica assim diante dos erros da arbitragem. É questão de postura. E isso não me torna rabugento, tampouco menos apaixonado pelo futebol-arte.

    O duelo era decisivo. A vaga para as quartas de final estava em jogo e milhares de milhões em campo, já que o duelo envolvia dois dos maiores clubes do planeta. Os erros do árbitro foram se diluindo no jogo, até chegar ao ponto máximo de dois pênaltis absurdamente marcados para o Barcelona.

    O primeiro, em Neymar, com muito boa vontade pode-se alimentar uma polêmica. Já o segundo, em Suárez, bizarro, crasso, triste...

    Se o de Neymar pode-se marcar, então porque não anotar um para o PSG, em cima de Di Maria? Um só... Os defensores da vitória acima de qualquer crítica à arbitragem relativizarão a discussão, com o famoso: os erros foram para todos os lados. Não foram. Reveja o jogo, despido de fanatismo, e notará que o apito pesou absurdamente para apenas um lado.

    O triunfo do Barça foi épico e a festa também entre os brasileiros amantes do clube catalão. Não sei se a arbitragem foi esquecida pelos fanáticos pelo fato de por aqui sempre se enaltecer a malfadada máxima de que “roubado é mais gostoso”.

    Fato é que parabenizo o Barcelona pela vitória, mas critico a vaga conquistada da forma que foi. O jogo foi épico, sim, mas a arbitragem também. Sou cidadão espanhol, fruto dos meus avós maternos, que vieram para cá desde muito cedo, vindos da cidade de Granada, e tenho enorme simpatia pelo Barcelona. Mas minha consciência me impede de enaltecer o triunfo como se nada tivesse acontecido com a arbitragem. Questão de postura. Para alguns, pura rabugice. Pra mim, justiça na opinião.

     

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    Foto: Reprodução / Site Barcelona

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  • Futebol moderno naufraga no Brasil

    - Por Fábio Salgueiro / há 16 dias ½

     

    No Brasil, o futebol moderno se perdeu. Ou pior, apresenta um produto que despenca em qualidade e em apelo junto ao amante do esporte. E por vários motivos, é verdade. Fato é que o esporte número um do brasileiro perde pegada a cada ano. A emoção é ainda grande,  a paixão ainda é arrebatadora entre os torcedores, mas os amantes do esporte estão cada dia está mais distantes dos estádios de futebol.

    No final de semana, o Fla-Flu, um dos clássicos mais charmosos do planeta, apresentou pouco mais de 24 mil torcedores presentes ao estádio Nilton Santos. Num comparativo, o clássico paulista entre Corinthians e Santos, no sábado, em Itaquera, teve um público de cerca de 36 mil pagantes.

    No Rio, o clássico teve a presença das duas torcidas, após muita briga nos bastidores. Já no duelo de São Paulo, a torcida única imperou, numa derrocada (mais uma!) das autoridades diante da violência dos marginais.

    Os duelos apresentavam também um apelo distinto na expectativa dos torcedores: o Fla-Flu era a decisão da Taça Guanabara. Já o clássico paulista apenas um jogo de meio de tabela, de um Paulistão que hoje pode ser chamado de Paulistinha por causa do pouco apelo junto aos torcedores.

    Fica muito claro que o futebol mudou por aqui. E pra pior. Nos anos 80, o Fla-Flu era jogado no Maracanã, que até então tinha o status de “maior do mundo”, e com 120 mil pagantes.

    Já Corinthians e Santos jogavam no Morumbi e também para um público de mais de 100 mil torcedores. E o público comparecia mesmo em jogos do estadual, que também tinha outro apelo. Tudo muito diferente.

    O futebol perde força a cada ano. A paixão segue igual, mas o torcedor está cada vez mais distante do espetáculo. E por dos motivos cruciais: ou por receio da violência descabida e aceita de forma passiva pelas autoridades, que tira a liberdade do amante do esporte de ir ao estádio ou andar pelas ruas com a camisa do seu clube do coração ou pelo famigerado sistema imposto pelo futebol moderno, onde o consumidor do futebol precisa ser “sócio” do clube para adentrar ao estádio.

    Foi-se o tempo que o torcedor tinha a liberdade de adquirir os ingressos quando e como quisesse. Decisões assim elitizam o esporte mais popular do país e distanciam também o torcedor que não dispõe de recursos para alimentar sua paixão pelo clube.

     

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SOBRE O COLUNISTA

Paulistano com muito orgulho, Salgueiro, como é conhecido, é pisciano, jornalista diplomado, repórter fuçador, irriquieto e um cidadão inconformado. Engatinhou na profissão na Rádio CBN, onde aprendeu muito no rastreio das informações. Depois seguiu para a imprensa escrita, no DIÁRIO POPULAR, que virou mais tarde DIÁRIO DE SÃO PAULO, permanecendo por lá 14 anos. Nos últimos anos colaborou com v&a... Saiba Mais