• Definido com Guerrero como pivô, Corinthians jogará em gramado perfeito. Por @fabiolucasneves

    - Por Fábio Lucas Neves / há 5 anos
    De Toyota, Japão
    Fotos e texto: @fabiolucasneves


    O Toyota Stadium, com capacidade para 45 mil pessoas, receberá nessa quarta-feira, às 8h30, horário de Brasíia, a semifinal do Mundial entre Corinthians e Al Ahly, do Egito. Inaugurada em 2001, a arena, construída para a Copa da Ásia, acabou fora do evento.

    No ano passado, o  estádio foi palco da vitória suada e cheia de sustos do Santos sobre o Kashiwa Reysol, do técnico Nelsinho Baptista, por 3 a 1.

    Nos três anos em que defendeu o Kashima Antlers, o meia Danilo acostumou-se a enfrentar o Nagoya Grampus no Toyota Stadium. O reencontro aconteceu no treino de reconhecimento feito na noite dessa terça-feira. O estado impecável do gramado chamou a atenção.


    A presença de Cássio tranquilizou a todos no Timão. As dores no ombro estão controladas e o goleiro enfrentará os egípcios.

    Uma das principais esperanças alvinegras, Guerrero praticou finalizações. Entre um chute e outro, o peruano olhava fixamente para o gol, como se pudesse imaginar o que teria que fazer na partida para estufar as redes. Primeiro de tudo, será preciso desentortar o pé.
     

    A atividade durou pouco mais de uma hora, mas os jornalistas puderam acompanhar apenas os primeiros 15 minutos. Nesse período, os gritos de Tite ecoaram. Ele preocupou-se principalmente com a movimentação ofensiva. Centralizado, Guerrero servirá de pivô para o avanço de Danilo, pela direita, Emerson, pela esquerda, e Paulinho, pelo meio da defesa.

    Emerson Sheik, autor dos gols do título da Libertadores contra o Boca Juniors, afirmou que já sonhou com a final do torneio, no Japão. Mas viu outro personagem se tornar o herói da conquista. "Infelizmente, no meu sonho, não fui eu", brincou.


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    Chegou a hora


    Dedo em riste

     Fiel minoria


     Arrebata corações

     
    Vitória preocupante

     Chegada no estádio

     
     
     
    O termômetro
    da decisão
     
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  • Corintianos fazem festa pelas ruas de Tóquio. E a ajuda do trem-bala à cobertura do Mundial. Por @fabiolucasneves

    - Por Fábio Lucas Neves / há 5 anos
    De Tóquio, Japão
    Fotos e texto: @fabiolucasneves
    Na concentração do Corinthians, em Nagoya, é enorme a expectativa dos jogadores e da comissão técnica sobre a tão decantada "invasão" da Fiel ao Japão. Como o time estava de folga nessa manhã, a reportagem do Portal Terceiro Tempo seguiu até Tóquio, onde a imensa maioria dos torcedores do time paulista está hospedada, para conferir a movimentação na cidade.
    O transporte escolhido, claro, foi o Shinkansen. Os quase 300 quilômetros que separam Nagoya da capital foram percorridos em menos de uma hora e meia.
    O trem-bala existe desde 1964 e, em testes, já atingiu a velocidade de 580 quilômetros por hora.

    A viagem é feita confortavelmente em poltronas reclináveis. A estabilidade do equipamento impressiona. Os passageiros podem dormir à vontade, sem se preocupar com a bagagem colocada no compartimento acima dos assentos, já previamente marcados. O risco de furto é zero.

    E eis que, no horizonte, surge o Monte Fuji, a montanha mais alta do país com 3.776 metros. Sinal de que Tóquio se aproxima.

    O desembarque na metrópole com a maior densidade demográfica do planeta aconteceu na altura do bairro de Shinagawa. De lá, foi preciso pegar o metrô (lotado) até Shinjuku, no centro. É nessa região que os corintianos estão instalados.

    Na saída da estação, surgiu o primeiro alvinegro, Eric, que não obteve a autorização da esposa para levar o filho Pedro ao Mundial. "Improvisei com esse poster para senti-lo perto de mim, mesmo tão longe de casa", afirmou.

    Em Shinjuku, os "fiéis" surgem aos montes, sempre em pequenos grupos. Os gritos de "Vai, Corinthians" contrastam com o surpreendente silêncio que costuma imperar nas ruas de Tóquio.

    A maior loja de esportes do Japão, a Kamo Sports, montou uma espécie de stand do Timão logo na entrada do estabelecimento. As camisetas mais procuradas são as que mencionam a "invasão".

    O gerente Toshikatsu Honda, cujo maior ídolo é Emerson Sheik, revelou que é pequeno o movimento de fãs do Chelsea. "Se eles vieram ao Japão, estão escondidos", brincou.


    Bastou fazer um plantão de quinze minutos na entrada do The Washington Hotel, um dos maiores da região, para acompanhar a chegada de mais torcedores. Ele vieram de todas as partes do planeta. Da Oceania aos Estados Unidos. Da Europa ao Oriente Médio. E do Brasil, claro.
     

    Prevenidos, os corintianos estão munidos de cachecóis. Na semifinal diante do Al-Ahly, amanhã, o frio promete.

    O otimismo é grande...

    Assim como a curiosidade dos japoneses quanto à movimentação dos brasileiros pelas ruas e avenidas. O Mundial tem pouco espaço na imprensa daqui e muitos nipônicos estão alheios ao evento.

    Perto das 4 da tarde, havia chegado a hora de voltar à região de Nagoya. Às 7 da noite, em Toyota, aconteceria o reconhecimento do gramado do estádio em que será disputada amanhã a semifinal. Ao todo, a reportagem do Portal Terceiro Tempo viajou quase 600 quilômetros em menos de três horas no trem-bala. Graças ao Shinkansen, deu tempo de fazer a cobertura das duas pautas.

    Aí está a prova. Apenas 15 minutos da atividade do Corinthians no Toyota Stadium foram liberados à mídia. O goleiro Cássio, como se vê, treinou normalmente, depois de ter sido poupado por causa de dores no ombro.



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  • Mídia estrangeira no treino corintiano "leva bolo" de Sheik e se divide entre especialistas e leigos sobre o Timão. Por @fabiolucasneves

    - Por Fábio Lucas Neves / há 5 anos
    De Nagoya, Japão
    Fotos e texto: @fabiolucasneves


    Depois de uma manhã em que a estrela foi a neve em Nagoya...

    Os destaques do Corinthians voltaram, enfim, à mira dos fotógrafos.

    As preces dos jogadores deram resultado e o treino da tarde aconteceu com o tempo firme.

    Melhor para todos. Jogadores...

    Comissão técnica...

    E jornalistas. Aliás, na última atividade do Timão no Wave Stadium, em Kariya, havia dezenas, de várias nacionalidades.

    O chinês Pei Zhu, cinegrafista da britânica SNTV, gravava o aquecimento dos atletas, sem convicção de quem era quem.

    Coube ao repórter Lucas Bettine, do Diário de S. Paulo, apresentar os corintianos ao profissional asiático. "Em atividade no Brasil, só conheço Neymar e Ganso", admitiu o cameraman.

    Já o japonês Kengo Nakano, da Nippon TV, garante que levou apenas por precaução ao treino o guia oficial da Fifa, em que constam as fichas técnicas dos boleiros. "Fui ao Pacaembu para acompanhar a final da Libertadores contra o Boca, e desde o título, passei a acompanhar os jogos do Corinthians como preparação para a cobertura do Mundial", revelou.

    O argelino Mahmoud Mourad, apresentador da Al Jazeera, do Catar, era o único jornalista árabe presente. Ele garantiu que torcerá pela equipe paulista contra o Al-Ahly, por causa da antipatia esportiva com o Egito. Ambos os países ficam no Norte da África e rivalizam como Brasil e Argentina.

    Mourad entrevistou o zagueiro Paulo André, fluente em francês. Ele também gostaria de ter conversado com Emerson Sheik, uma celebridade no mundo árabe. Entretanto, o atacante recusou o convite.

    O motivo alegado pelo camisa 11 foi o frio. Tite manteve o elenco no gramado do Wave Stadium até depois do anoitecer, que aconteceu pontualmente às 16:41 no outono japonês.

    Às 17:20, aconteceu a despedida do Corinthians de Kariya. O "welcome" do placar eletrônico já pode ser substituído por um "good bye" ou "sayonara". Na terça-feira, a equipe fará o reconhecimento do Toyota Stadium, palco da semifinal diante do Al-Ahly, do Egito, um dia depois. Na quinta-feira, a delegação partirá rumo a Yokohama.

    Certamente, a temperatura estará, mais uma vez, próxima de zero.
    Curiosidades
    A cobertura do Mundial de alguns órgãos de imprensa nacionais ganhou o reforço de brasileiros adaptados à vida no Japão. Eles dirigem veículos alugados, auxiliam na compra de produtos básicos na farmácia e no supermercado e, claro, servem como intérpretes.

    Na "terra dos samurais" há 10 anos, o paranaense Thiago Silva engravidou uma namorada japonesa em Jacarezinho. Os pais da menina, à época com apenas 16 anos, a levaram de volta ao país natal. E o então garoto, aos 19, foi atrás. "Tivemos o bebê e, depois de um ano, largamos. Mas consegui fazer minha vida no Japão e não penso em retornar ao Brasil. Por ser um gaijin (estrangeiro), sofri preconceito, especialmente em Hiroshima, porque me confundiam com um cidadão americano, herança da Segunda Guerra. Hoje, as coisas melhoraram."

    Outro exemplo é o de Takashi Sato, de 26 anos. Ele deixou a paulista Suzano com os pais (um japonês e uma paraibana) quando tinha 10. Apesar dos traços orientais e da dupla cidadania, ele relata que sofreu preconceito na infância. "No futebol, ninguém passava a bola para mim", diverte-se. "Cheguei a brigar na escola para interromper o bullying".  Praticamente criado no Japão, o rapaz desconhece o nome do governador de São Paulo, mas escala o Corinthians de bate-pronto. "É a principal ligação que mantenho com o Brasil."


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  • Tite contempla a neve, mas se preocupa com os perigos que o tempo adverso pode provocar

    - Por Fábio Lucas Neves / há 5 anos
    Direto de Nagoya, Japão
    Fotos e texto: @fabiolucasneves


    Por essa, ninguém esperava...

    Como todo brasileiro que se depara com a neve, Tite ficou encantado com o amanhecer dessa segunda-feira em Nagoya, onde o Corinthians faz a preparação para o Mundial.

    Não importa para que lado a lente da câmera está apontada. O contraste da queda dos flocos de gelo com qualquer cenário faz a foto se tornar especial.

    Afinal de contas, por qual outro motivo você se importaria em registrar a placa que indica a existência de um hidrante na calçada?

    A assessora de imprensa do Corinthians, Renata Daros, quis conferir de perto o espetáculo, devidamente agasalhada para se proteger da temperatura de dois graus negativos.

    O repórter da Rádio Bandeirantes, Leandro Quesada, recém-chegado ao Japão, fez questão de entrar ao vivo na emissora da parte externa do Hotel Hilton, onde a delegação alvinegra está hospedada.

    A admiração de Tite pela neve, registrada na primeira foto dessa reportagem, logo se tornou preocupação. Ao conversar com o jornalista Mauro Naves, da TV Globo, no saguão do hotel, o treinador destacou que o clima adverso pode atrapalhar o time. "O gramado vai ficar escorregadio. Tenho poucos atletas acostumados a jogar nesse terreno, como Sheik, Danilo e Douglas. Vamos treinar agora à tarde para nos adaptarmos", disse.
    Curiosidades

    Perto do Natal, a neve ajudou a enfeitar o Papai Noel colocado nas ruas de Nagoya.

    Dia agradável para um passeio de bicicleta? Na verdade, a "magrela" é vista pelos japoneses como um dos meios de transporte favoritos. Faça chuva, sol ou... neve.

    Muitos motoristas preferiram estacionar os carros à espera de uma melhora no tempo. O acúmulo de gelo foi inevitável.
     


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  • Vossa Majestade, a bola. Por @fabiolucasneves

    - Por Fábio Lucas Neves / há 5 anos
    De Nagoya, Japão
    Fotos e texto: @fabiolucasneves


    Os desdobramentos da vida de um jogador refletem a harmonia da relação dele com a bola.

    Exigente, ela gosta de atenção e bota na sarjeta, sem dó, os atletas que deixam de priorizá-la.

    Em compensação, não desiste até conferir brilho àqueles que são fieis à carreira, apesar dos inúmeros obstáculos postos à frente.

    A bola sinaliza o caminho de um futuro melhor para quem vive do esporte mais popular do planeta. Quanto mais dedicação, mais sucesso.

    E, quanto menos comprometimento, menor a chance de a carreira sair do ponto morto.

    O amor à bola pode conferir status de milionário.

    Já o desdém evita que o crescimento da conta bancária ganhe velocidade.

    A bola determina se um clube pode sonhar com o céu.
    Ou se contentar com a realidade de manter os pés fincados no chão.

    A bola, ao longo de 90 minutos, se torna o assunto mais importante na vida de milhões de pessoas.

    Serve de engrenagem para sustentar a paixão pelo futebol.

    Faz as nossas emoções entrarem em uma espécie de roda gigante. Tristeza, alegria, euforia, melancolia. Tudo junto.

    A bandeira do país-sede do Mundial de Clubes da Fifa não poderia ser mais sugestiva. Remete à Vossa Majestade, a bola, assim como todos os elementos usados nas fotos dessa reportagem. Um apaixonado pelo futebol o enxerga mesmo longe de um gramado com traves em um passeio tranquilo na manhã de um domingo qualquer.




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SOBRE O COLUNISTA

Iniciou a carreira em 1999 na Rede Bandeirantes de Rádio. Passou pela Rádio Jovem Pan e empunhou por seis anos o microfone da TV Record. Desde março de 2008, é editor-chefe do site Terceiro Tempo. Em julho do mesmo ano, foi contratado para integrar o time de repórteres da Band.