• Tite reúne o elenco para conversa com dedo em riste e "mata" saudades da bola. Por @fabiolucasneves

    - Por Fábio Lucas Neves / há 5 anos
    De Yokohama, Japão
    Texto e fotos: @fabiolucasneves

    Antes do treino em Mitsuzawa, Yokohama...


    Um bate-papo de 20 minutos de Tite com os jogadores. Com o dedo em riste, o treinador elevou a auto-estima dos jogadores e transmitiu confiança. A apresentação do Chelsea contra o Monterrey deixou o elenco alvinegro desconcertado. O rival inglês, até pouco tempo atrás em crise, sobrou em campo.

    Assim que terminou a conversa, todos ao gramado. Ao pisar no campo, o ex-jogador do Guarani controlou e olhou fixamente para a bola. E já sente saudade. O técnico do Corinthians sabe que a Cafusa ficará durante boa parte do tempo nos pés dos Blues na decisão do Mundial de Clubes da Fifa.

    Preocupado em ter agilidade na marcação sobre Oscar, Mata, Hazard e companhia, o treinador chegou à conclusão que é desnecessário escalar dois armadores na equipe. Entre Douglas, com dores na coxa, e Danilo, o primeiro deverá ser sacado. A irreverência e o poder de decisão contam a favor de Romarinho para ocupar a vaga.

    Mais "pegador" e malandro do que o garoto contratado ao Bragantino, o experiente Jorge Henrique também tem chances de iniciar a final do domingo. Recuperar a titularidade é uma obsessão para o camisa 23.

    Cada movimento no treino foi observado pelo ex-meia Neto, ídolo da Fiel. O comentarista da Band resolveu deixar Tóquio, onde está hospedado, para acompanhar de perto a equipe. Ele disse, ansioso como poucos vezes presenciei, que "o Corinthians está pronto para ser campeão".

    Se haverá uma batalha no Yokohama Stadium, o "reforço" chegou. Durante o treino, um aparelho do Exército do Japão sobrevoou o bairro de Mitsuzawa (a Coreia do Norte e seus mísseis têm deixado os japoneses com os olhos abertos).

    O Timão trabalhou até o anoitecer. Refletores ligados para aproveitar cada minuto. Não será por falta de preparação que a equipe paulista será derrotada.

    Palavra de jornalista.


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  • Fiel será minoria no Yokohama Stadium, mas fará muito mais barulho. Saiba o porquê. Por @fabiolucasneves

    - Por Fábio Lucas Neves / há 5 anos
    De Yokohama, Japão
    Fotos e texto: @fabiolucasneves

    A dois dias da decisão do Mundial, já é possível "cravar" como estará o Yokohama Stadium no domingo. Com mais de 20 mil vozes, a Fiel fará muito mais barulho do que os cerca de 35 mil "adversários" nas arquibancadas. Primeiro, porque pouquíssimos ingleses viajaram à Ásia. Além disso, os japoneses, que estarão vestidos com a camisa do Chelsea, têm um estilo peculiar de torcer. Apenas quando há lances de perigo, eles soltam um longo "óóóóóóóóóóóóóóóóó". No restante do tempo, ficam em silêncio.

    Os corintianos que circulam por Yokohama já perceberam que o time londrino foi "adotado" por aqui. Principalmente, pelas crianças.

    No dia seguinte à vitória britânica sobre o Monterrey, meninos desfilaram alegria pelo metrô de Yokohama. A mamãe se assustou com o clique da câmera...

    Mas, em seguida, permitiu que mais fotos fossem tiradas do filho, espremido no vagão lotado.

    O irmão, fã do espanhol Fernando Torres, também queria aparecer.

    Esse torcedor, certamente, está guardando a empolgação para domingo...

    Enquanto isso, o Corinthians se prepara, no canto dele, para tirar do foco o azul do Chelsea e pintar o mundo de preto e branco.
    Curiosidades

    Vir ao Japão e não conhecer o Monte Fuji é como visitar Roma e.... Bem, você já sabe.

    Além do vulcão que "dorme" há três séculos, os japoneses se orgulham da culinária que desenvolveram. E não falo só dos cultuados sushi e sashimi.
     

    Esse é o lamen, que leva noodles (aquele mesmo do yakisoba), vegetais, carne de frango ou porco e ervas. O cozinheiro precisa obter uma licença para preparar o prato, dada por um mestre.

    As casas de lamen, pequenas e aconchegantes, são uma instituição japonesa e estão espalhadas por toda parte. A iguaria, também servida com arroz à parte e tema de um museu aqui em Yokohama, custa em média 900 ienes, ou R$ 23.

    O lamen é ideal para os executivos japoneses, sempre apressados, embora trabalhem, em média, 12 horas por dia. Além de nutritivo, o prato é servido rapidinho. O almoço de cada um deles dura cerca de 10 minutos. A rotatividade no restaurante é impressionante.


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  • Para conter "invasão" corintiana, Chelsea arrebata corações no Japão. Por @fabiolucasneves

    - Por Fábio Lucas Neves / há 5 anos
    De Yokohama, Japão
    Texto e fotos: @fabiolucasneves


    De Toyota, os "invasores" do Japão tomaram o rumo de Yokohama, que receberá no domingo a decisão do Mundial de Clubes da Fifa.

    Com a vaga carimbada para a final, os corintianos facilitaram o deslocamento de 250 quilômetros com o tíquete do trem-bala. "E, no passado, brincavam que não tínhamos sequer passaporte", brincou o paulista Eric Fagundes.

    Nem todos os "samurais" alvinegros do outro lado do planeta aguentam o ritmo da "batalha" de acompanhar o time por todos os cantos. O leve sacolejo do Shinkansen, desde a saída de Nagoya, serviu como sonífero para alguns.

    Na contramão da "invasão" da Fiel, está a admiração do povo nipônico ao Chelsea. O dinheiro do magnata russo Roman Abramovich atrai estrelas do futebol e faz o clube disseminar a marca no mercado asiático.

    Nesse quesito, o Corinthians, assim como TODAS as equipes brasileiras, ainda engatinha. Ao abrir o jornal no metrô para conferir as notícias do dia e se deparar com uma foto da partida do Timão, o executivo Jiru Masami foi sincero com a reportagem do Portal Terceiro Tempo: "Nunca tinha ouvido falar nesse time".

    A chegada do trem-bala à Yokohama acontece pela estação Shin-Yokohama. Coincidentemente, é a mais próxima do estádio que receberia horas depois o jogo do Chelsea contra o Monterrey.


    Poucos ingleses deixaram o Reino Unido para acompanhar os Blues no Japão. A ideia de considerar importante o Mundial de Clubes ainda está em segundo plano na Europa. E provoca soberba. "Ontem, jantava com minha namorada na hora do jogo do Corinthians contra o Al Ahly. Na Inglaterra, temos a convicção de que o Chelsea será campeão com facilidade. Não há rivais à altura aqui", afirmou o químico Philip West, enquanto seguia ao Yokohama Stadium para acompanhar o confronto diante do Monterrey.


    Famosos beberrões, os fãs britânicos colocaram à prova o estoque de cerveja do bar mais próximo do estádio. Cena óbvia.


    Mais interessante foi acompanhar a festa preparada pelos japoneses ao visitante ocidental.


    Um caso que provoca declarações de amor...

    Une casais apaixonados...


    E pais e filhos...


    Uma curiosidade: os "pombinhos" americanos deixaram Nova York para ver pela primeira vez o time do coração in loco no Japão porque a passagem até Londres seria bem mais cara.


    Entre os espectadores do jogo entre Chelsea e Monterrey, estava o elenco do Corinthians. O zagueiro Chicão, que joga do lado direito da defesa, com Alessandro, deve ter ficado preocupado com o belga Hazard, municiado por Oscar e Mata.

    Contra o Timão, em Yokohama, está até o azul da baía da cidade.
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  • Uma vitória preocupante do Corinthians. Por @fabiolucasneves

    - Por Fábio Lucas Neves / há 5 anos
    De Toyota, Japão
    Por @fabiolucasneves

    A vantagem de 1 a 0 do Corinthians, construída no primeiro tempo, provocou um recuo excessivo no segundo. O Al Ahly, apesar da ingenuidade de alguns atletas e a falta de profundidade da equipe, ensaiou colocar o time brasileiro na roda. E poderia muito bem ter empatado.
    Burocrático, o Alvinegro parecia com medo de ousar. Até Emerson Sheik, um mestre do improviso, foi previsível. O gol típico de centroavante de Guerrero, depois do cruzamento de Douglas, representou o único momento de satisfação para a Fiel ao longo do jogo, além do som do apito final do árbitro mexicano.
    Durante os cinco minutos de acréscimos, os pedidos da torcida para o juiz encerrar a partida foram insistentes. Os milhares e milhares (não me perguntem quantos) de alvinegros, que fizeram uma festa histórica em Toyota, vibraram com a vitória, mas deixaram o estádio preocupados com o desempenho dos comandados de Tite.
    O poder de decisão de Guerrero foi um triunfo pessoal do técnico gaúcho, que bancou a escalação do centroavante peruano em detrimento de um ataque mais leve com Romarinho, Jorge Henrique ou Martínez. Por outro lado, o treinador abusou da antiga mania de especular um contra-ataque em vez de pressionar os egípcios.
    A velha e eficiente marcação na saída de bola do adversário foi abandonada pelo Corinthians na etapa final. O longo período sem disputar uma partida "prá valer" talvez tenha pesado. Assim como a tensão da estreia, uma desculpa manjada para performances fracas em debuts, mas verdadeira.
    Agora, o clube paulista aguarda o vencedor de Chelsea e Monterrey, que se enfrentam amanhã. Nesse momento, os fiéis têm duas certezas. A primeira: independentemente do adversário na decisão, as dificuldades impostas pelo rival serão (muito) maiores. E a segunda: o Timão precisa "quebrar o gelo", apesar do frio japonês.
    Notas dos jogadores
    - Cássio. Nota 5,0. Graças à falta de pontaria dos egípcios, só trabalhou em saídas fáceis do gol.
    - Alessandro. Nota 4,0. Tímido no ataque e inseguro na defesa.
    - Chicão. Nota 6,0. Seguro, salvou a pele do lateral-direito.
    - Paulo André. Nota 6,0. Cortou bolas importantes pelo alto.
    - Fábio Santos. Nota 5,0. Tímido, não compremeteu.
    - Ralf. Nota 6,0. Eficaz na marcação, ainda arriscou lançamentos. Mas tomou um drible desconcertante entre as pernas...
    - Paulinho: Nota 5,0. Uma decepção. Pouco inspirado, o volante teve a chance de "matar" o jogo, mas perdeu a oportunidade.
    - Douglas: Nota 6,0. Salvou a atuação com a assistência para Guerrero. No mais, só tocou de lado e errou passes infantis.
    - Danilo: Nota 5,0. Mostrou disposição para recompor a marcação no meio, mas pouco contribuiu para as jogadas ofensivas.
    - Sheik: Nota 3,0. Pior do Corinthians, disparado. Parecia pouco à vontade.
    - Guerrero: Nota 6,5. Fez o que se espera de um centroavante. No segundo tempo, foi prejudicado pela retranca de Tite.
    - Romarinho: Sem nota.
    - Jorge Henrique: Sem nota.
    - Guilherme Andrade: Sem nota.
    - Tite: 6,0. Cautela excessiva contra um adversário fraco. Hoje, o estilo pragmático do técnico irritou até os seus defensores.


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  • Confira fotos da chegada da Fiel ao Toyota Stadium. Por @fabiolucasneves

    - Por Fábio Lucas Neves / há 5 anos
    De Toyota, Japão
    Texto e fotos: @fabiolucasneves


    Os trens com direção à estação de metrô de Toyotashi, ponto final da linha Tsurumai, que sai de Nagoya, foram usados por uma multidão vestida de preto e branco para chegar ao palco da partida contra o Al Ahly.

    Os policiais japoneses, aparentemente assustados com a movimentação, tiveram trabalho apenas para orientar os torcedores. Não houve confusão.

    Alguns foram do aeroporto, em Narita, perto de Tóquio, direto ao estádio, com mala e tudo. Eles haviam acabado de chegar ao Japão. O atraso em voos que saíram dos Estados Unidos impediu que centenas de alvinegros desembarcassem na Ásia a tempo de ver a partida.

    Da Austrália, um pequeno grupo marcou presença.

    Havia muitas crianças entre os "fiéis"...

    Famílias unidas pelo amor ao clube...

    E, é claro, pessoas em busca dos 15 minutos de fama.

    O distintivo do Corinthians estava presente na janela do quarto de hotel...

    Em barracas de produtos piratas...

    Em cachecóis dos mais diversos modelos.

    Um por um, milhares de corintianos andaram na passarela que dá acesso ao Toyota Stadium.

    O ambiente era de alegria, confraternização, confiança.

    A arena em que o clube pode ganhar a chance de conquistar o mundo depois de atravessa-lo estava logo ali. A Fiel fez sua parte e "jogará" nas arquibancadas. Agora, cabe aos atletas corresponder ao apoio.


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SOBRE O COLUNISTA

Iniciou a carreira em 1999 na Rede Bandeirantes de Rádio. Passou pela Rádio Jovem Pan e empunhou por seis anos o microfone da TV Record. Desde março de 2008, é editor-chefe do site Terceiro Tempo. Em julho do mesmo ano, foi contratado para integrar o time de repórteres da Band.