Milton Neves

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09/08/2012 10:12

por:
Lino Tavares

Olimpíada de 2016, uma festa de pobre para rico se divertir

Os dois grandes eventos esportivos que o Brasil irá sediar em 2014 e 2016 têm significados diametralmente opostos para nós brasileiros.

Enquanto um, a Copa do Mundo, concentra em si o nosso maior orgulho no panorama esportivo internacional, o outro, a Olimpíada, chega a  representar para nós algo constrangedor,  em função de nossa relativa insignificância  no universo fantástico dos Jogos Olímpicos.
 
Num paralelo entre ambos os acontecimentos esportivos, chega-se à fácil conclusão de que nosso país está para as disputas olímpicas assim como Honduras e Costa Rica estão para os confrontos futebolísticos da Copa do Mundo.
 
Olhando o quadro de medalhas da Olimpíada londrina,  deparamo-nos com a pequena Jamaica ,  à nossa frente,  haja vista  possuir  uma medalha de prata a mais que o Brasil.
 
Ocupamos na Olimpíada a  25ª colocação, com apenas dez medalhas conquistadas, abaixo de países potencialmente menos expressivos como a já citada Jamaica, o Cazaquistão, o Irã, a Coreia do Norte, a Bielo Rússia e a África do Sul.
 
Diante desse quadro até certo ponto desalentador, que se arrasta por anos e anos, desde que entraram em cena os jogos da era moderna, não há como classificar como “bom negócio”o fato de termos assumido o compromisso de realizar aqui a Olimpíada de 2016.
 
 O que o Brasil fez, na verdade, ao se tornar país-sede dos próximos Jogos Olímpicos, foi se permitir a insensatez de promover uma festa de pobre para rico se divertir,  já que não será daqui a quatro anos que iremos crescer nesse tipo de competição, a ponto de disputar medalhas de igual para igual com as antigas potências olímpicas, fazendo bonito  em nossos próprios domínios.
 
Toda essa soma monstruosa que nosso país irá gastar para bancar a Olimpíada  seria aplicada com muito mais propriedade no incentivo às nossas entidades esportivas, proporcionando-lhes as condições necessárias para a formação e manutenção de nossos atletas olímpicos, que só são lembrados e patrocinados em tempo de olimpíada.
 
Não é preciso entender de economia para perceber que, ao contrário do que se afirma,  a Olimpíada de 2016 não tem como representar um investimento lucrativo para o país, mas sim um pesado ônus, que certamente será pago por todos nós, em forma de  sucessivos aumentos na  pesada carga tributária que carregamos nas costas. 
 
É possível que até se diga, depois da realização da Olimpíada, que o saldo financeiro do evento foi positivo,  mas os números mostrados, com certeza, estarão tão maquiados quanto àqueles  que dão conta desses  “milagres econômicos brasileiros” que a gente nunca sente no bolso.
 
Essa perspectiva de prejuízo financeiro, praticamente líquido e certo, leva a uma pergunta cuja resposta desperta em cada contribuinte deste país uma senção de estar fazendo papel de idiota nessa "farra esportiva" de custos incalculáveis.. Raciocine comigo !
 
Se não temos cacife para “cantar de galo em nosso terreiro”,  de modo a ocupar espaço privilegiado no quadro de medalhas da  Olímpicos de 2016,  e nossa expectativa de lucro no empreendimento é mera suposição,  qual foi a vantagem conquistada no fato de havermos vencido  essa “queda de braço” contra países como Japão, Alemanha e Estados Unidos, que aceitaram resignados  essa “mui amiga” escolha brasileira feita pelo esperto Comitê Olímpico Internacional ?
 
Isso posto, vamos falar de futebol,  que é a nossa praia, com um rápido balança dos jogos de ontem pela série A do Brasileirão.
 
Com um “saravá!”, saudemos a vitória do Peixe, que, depois de muito nadar, sem Neymar,  à procura de um porto seguro,  conseguiu sair do aquário da zona de rebaixamento, vencendo o Cruzeiro do instável Celso Roth pelo placar de 4 a 2.
 
Como essa foi a rodada dos aflitos, Palmeiras, que venceu o Botafogo por 2 a 1, e Flamengo, que derrotou o Figueirense por 2 a 0, também conseguiram espantar os maus agouros, aliviando a tensão que vinha tirando o sono de Felipão e Dorival Junior.
 
Inter, com um horroroso zero a zero diante do Náutico, e Corinthians, empatando com o fraco Atlético Goianiense em 1 a 1, deixaram de fazer a lição de casa, sendo apontados como os grandes vacilões da quarta-feira futebolística.
 
Quem se deu melhor, nos jogos de abertura da 15ª rodada, foi o Vasco, que bateu o Sport Recife na Ilha do Retiro, por 2 a 0, assumindo a liderança do Brasileirão, pelo menos até o confronto de amanhã entre o Galo e o Coritiba, quando o clube mineiro, jogando em casa, poderá retomar a liderança do certame, vencendo a equipe visitante.
 
Para finalizar,  fica um abraço “bem cinchado” no comandante Milton Neves, que foi muito cumprimentado dia 6, segunda-feira, pela passagem de seus 61 anos,  nessa estrada da vida, que tem percorrido com coragem e determinação, na busca dos objetivos traçados.
 
Contatos: jornalino@gmail.com - @twitter.com/jornalismo - Blog Virtualino

Imagem: @CowboySL


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