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VoltarOlimpíada de 2016, uma festa de pobre para rico se divertir
Os dois grandes eventos esportivos que o Brasil irá sediar em 2014 e 2016 têm significados diametralmente opostos para nós brasileiros.
Enquanto um, a Copa do Mundo, concentra em si o nosso maior orgulho no panorama esportivo internacional, o outro, a Olimpíada, chega a representar para nós algo constrangedor, em função de nossa relativa insignificância no universo fantástico dos Jogos Olímpicos.
Num paralelo entre ambos os acontecimentos esportivos, chega-se à fácil conclusão de que nosso país está para as disputas olímpicas assim como Honduras e Costa Rica estão para os confrontos futebolísticos da Copa do Mundo.
Olhando o quadro de medalhas da Olimpíada londrina, deparamo-nos com a pequena Jamaica , à nossa frente, haja vista possuir uma medalha de prata a mais que o Brasil.
Ocupamos na Olimpíada a 25ª colocação, com apenas dez medalhas conquistadas, abaixo de países potencialmente menos expressivos como a já citada Jamaica, o Cazaquistão, o Irã, a Coreia do Norte, a Bielo Rússia e a África do Sul.
Diante desse quadro até certo ponto desalentador, que se arrasta por anos e anos, desde que entraram em cena os jogos da era moderna, não há como classificar como “bom negócio”o fato de termos assumido o compromisso de realizar aqui a Olimpíada de 2016.
O que o Brasil fez, na verdade, ao se tornar país-sede dos próximos Jogos Olímpicos, foi se permitir a insensatez de promover uma festa de pobre para rico se divertir, já que não será daqui a quatro anos que iremos crescer nesse tipo de competição, a ponto de disputar medalhas de igual para igual com as antigas potências olímpicas, fazendo bonito em nossos próprios domínios.
Toda essa soma monstruosa que nosso país irá gastar para bancar a Olimpíada seria aplicada com muito mais propriedade no incentivo às nossas entidades esportivas, proporcionando-lhes as condições necessárias para a formação e manutenção de nossos atletas olímpicos, que só são lembrados e patrocinados em tempo de olimpíada.
Não é preciso entender de economia para perceber que, ao contrário do que se afirma, a Olimpíada de 2016 não tem como representar um investimento lucrativo para o país, mas sim um pesado ônus, que certamente será pago por todos nós, em forma de sucessivos aumentos na pesada carga tributária que carregamos nas costas.
É possível que até se diga, depois da realização da Olimpíada, que o saldo financeiro do evento foi positivo, mas os números mostrados, com certeza, estarão tão maquiados quanto àqueles que dão conta desses “milagres econômicos brasileiros” que a gente nunca sente no bolso.
Essa perspectiva de prejuízo financeiro, praticamente líquido e certo, leva a uma pergunta cuja resposta desperta em cada contribuinte deste país uma senção de estar fazendo papel de idiota nessa "farra esportiva" de custos incalculáveis.. Raciocine comigo !
Se não temos cacife para “cantar de galo em nosso terreiro”, de modo a ocupar espaço privilegiado no quadro de medalhas da Olímpicos de 2016, e nossa expectativa de lucro no empreendimento é mera suposição, qual foi a vantagem conquistada no fato de havermos vencido essa “queda de braço” contra países como Japão, Alemanha e Estados Unidos, que aceitaram resignados essa “mui amiga” escolha brasileira feita pelo esperto Comitê Olímpico Internacional ?
Isso posto, vamos falar de futebol, que é a nossa praia, com um rápido balança dos jogos de ontem pela série A do Brasileirão.
Com um “saravá!”, saudemos a vitória do Peixe, que, depois de muito nadar, sem Neymar, à procura de um porto seguro, conseguiu sair do aquário da zona de rebaixamento, vencendo o Cruzeiro do instável Celso Roth pelo placar de 4 a 2.
Como essa foi a rodada dos aflitos, Palmeiras, que venceu o Botafogo por 2 a 1, e Flamengo, que derrotou o Figueirense por 2 a 0, também conseguiram espantar os maus agouros, aliviando a tensão que vinha tirando o sono de Felipão e Dorival Junior.
Inter, com um horroroso zero a zero diante do Náutico, e Corinthians, empatando com o fraco Atlético Goianiense em 1 a 1, deixaram de fazer a lição de casa, sendo apontados como os grandes vacilões da quarta-feira futebolística.
Quem se deu melhor, nos jogos de abertura da 15ª rodada, foi o Vasco, que bateu o Sport Recife na Ilha do Retiro, por 2 a 0, assumindo a liderança do Brasileirão, pelo menos até o confronto de amanhã entre o Galo e o Coritiba, quando o clube mineiro, jogando em casa, poderá retomar a liderança do certame, vencendo a equipe visitante.
Para finalizar, fica um abraço “bem cinchado” no comandante Milton Neves, que foi muito cumprimentado dia 6, segunda-feira, pela passagem de seus 61 anos, nessa estrada da vida, que tem percorrido com coragem e determinação, na busca dos objetivos traçados.
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Imagem: @CowboySL