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VoltarCuidado! Olha o rebaixamento
É bom os grandes começarem a prestar mais atenção no início do Brasileirão
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Ainda pode ser cedo para falar sobre o assunto. Mas concordo com o Casagrande, que no outro dia, durante participação no programa “Arena Sportv”, recomendou aos grandes tomarem certo cuidado no início do Brasileiro: “Tem muito time grande que precisa abrir os olhos”, recomendou Casão. Sim, o grande comentarista está certo.
O Brasileirão é diferente. Na Itália, onde o atual comentarista e ex-centroavante chegou a fazer sucesso com as camisas do Torino e do Ascoli, dificilmente veremos os gigantes Milan, Internazionale, Roma ou Juventus rebaixados, a não ser que seja por causa por denúncia de corrupção ou algo do gênero, como aconteceu, por exemplo, com La Vecchia Signora. Na Espanha, também não acredito que Real Madrid ou Barcelona passem por grandes dramas dentro de campo, como já acontecera com Palmeiras, Botafogo, Atlético Mineiro, Grêmio, Fluminense, Corinthians, Bahia, Vitória e tanta gente grande.
Aqui, a coisa é diferente. Camisa não joga sozinha, como um dia chegou a dizer o ex-cartola corintiano Antoine Gebran. Ele, com certeza, deve ter se arrependido do comentário feito durante o Brasileirão de 2007. É que o Corinthians com Betão, Zelão, Fábio Ferreira, Bruno Octávio, Aílton, Clodô Etô e “grande elenco” caiu.
E nem sempre quem tem bom time no papel está longe de grandes fiascos. Teoria não vale nada. Não adianta você parecer ser. Você precisa realmente ser. Você se lembra do Flamengo de 1995? Não era um dos melhores ataques do mundo? Sim.
Afinal, lá estavam Edmundo, Romário e Sávio, um trio de respeito. Esteve muito perto da degola. Conseguiu escapar. E o Corinthians de 1985? O alvinegro esvaziou os cofres –dinheiro inclusive que era parte da venda de Sócrates para Fiorentina- para trazer Hugo De Léon, ídolo gremista, Serginho Chulapa e companhia bela. E? Nada de título. Nem na trave bateu.
O Palmeiras, em 2002, mesmo com Zinho, Arce, o pentacampeão Marcos e o artilheiro dos gols bonitos, Dodô, não conseguiu se safar da Série B no ano seguinte. A torcida do Internacional, que hoje garganteia ter o melhor time do Brasil, passou por um grande sufoco há 13 anos.
Se não fosse o Dunga -ele mesmo!- salvar o Colorado naquele jogo contra o Palmeiras, que começou com atraso de 15 minutos e que teve ainda os refletores do Beira Rio misteriosamente apagados (pouco antes do apito final), o Saci -sem querer tripudiar o mascote do Inter- estaria com um pé na Segundona. Então, é como Lobão, o grande compositor, ótimo papo e amigo do Casão, batizou uma de suas canções: “Cuidado!”. E cuidado é o que mais se recomenda aos “gigantes” no Campeonato Brasileiro. Sempre.