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VoltarTreinar goleiros com bonecos é piada
Quase caí da cadeira ao saber que o bom goleiro Rafael foi cortado da Seleção Brasileira por ter se contundido num treinamento após se chocar com um boneco rígido que simulava um atacante adversário.
Quase caí da cadeira ao saber que o bom goleiro Rafael foi cortado da Seleção Brasileira por ter se contundido num treinamento após se chocar com um boneco rígido que simulava um atacante adversário. Parece pegadinha, mas não é, infelizmente.
Para não correr o risco de ser injusto consultei vários profissionais da área, alguns, inclusive, com quem tive oportunidade de trabalhar. E todos foram unânimes ao dizer que não se deve usar elementos estranhos num treinamento de goleiros. Como esses treinos são feitos com constantes e bruscos movimentos de saltos e quedas qualquer material duro nas proximidades representa uma grande ameaça. Quando há a necessidade de alguma simulação mais clara são usados cones, estacas ou infláveis daqueles tipos joão bobo, todos materiais flexíveis.
O mais incrível da história é que Chiquinho, treinador de goleiros da Seleção e do Atlético-MG, que comandava a atividade na qual Rafael se lesionou, tem bom conceito no mercado. Fundamental, agora, é que ele dê explicações a respeito. Por enquanto só falaram o médico, detalhando a lesão, e o próprio atleta vitimado.
Fato é que nosso time olímpico perde com o incidente. Neto, que herdou a vaga, é bom goleiro, mas está sem ritmo. Gabriel, convocado à última hora, é fraco. Tomara que Mano Menezes não precise dele. O favoritismo brasileiro ao ouro persiste, mas sofre um ligeiro abalo.
Só para concluir, fico imaginando a manchete do principal jornal português a respeito do assunto: "GOLEIRO BRASILEIRO CORTADO DA OLIMPÍADA POR SE CHOCAR COM BONECO DURANTE SEU TREINAMENTO. DEPOIS NÓS É QUE SOMOS BURROS".
Imagem: @CowboySL