Milton Neves

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06/07/2012 15:05

por:
Milton Neves

Palmeirinthians

E não é que Palmeiras e Corinthians, por dois dias, tornaram a liderar o futebol de São Paulo?

E não é que Palmeiras e Corinthians, por dois dias, tornaram a liderar o futebol de São Paulo?

A novidade foi o apequenado Palmeiras voltar a ser badalado na mídia e no meio por força da decisão com o Coritiba.

Assim, fugazmente, o Verdão tomou o lugar do São Paulo, hoje, disparado, o maior rival do Timão.

E venceu por 2 a 0 um jogo de arbitragem bem verde em que deveria ter perdido por 5 a 0 ainda no primeiro tempo.

Retrancado em Curitiba, o Verdão agora garantirá um título importante, voltará à Libertadores em 2013 sem Felipão e deixará, em dias, de ser a TV Manchete da bola: a última exibição foi em 1999!

Mas o feito fortuito do Verdão nesse jogo é um periquitinho perto do que fez o Corinthians.

A zebra Andrés Sanchez, o melhor presidente da história do clube, Tite, Castán, Paulinho, Ralf, Mário Gobbi, Chicão, Danilo, Cássio e Sheik jamais serão esquecidos.

Sobretudo ele, Emerson Sheik!

Ele fez em dois jogos contra o Boca o que argentino adora fazer: bater embaixo, vociferar em cima e catimbar de todo jeito e por todos os lados.

Sheik é o maior campeão de todos!

Desbocado, macho, talentoso, chato, valente, hábil, rápido, matreiro, louco, maloqueiro, favelado, milionário, sem panca de craque, bundudo, barrigudo, torto, corre feio como pato, ganso e marreco, mas tem reflexo de beija-flor.

Sim, como Taffarel no pênalti, ontem, Sheik tem hoje o reflexo de Pelé, a antevisão do lance e a rapidez de raciocínio do bater da asa do beija-flor.

O primeiro gol no Pacaembu foi antológico.

Com o lance já dando em nada, zagueiros perto da bola já saindo da área, Sheik, atrás, desarmou seu corpo diante do ataque “infrutífero”.

Mas, após a mágica “socratiana” de Danilo, ele empinou de novo seu corpo já esperando a bola no peito que serviu de aparador e tabela, tirando do zagueiro sem o mesmo reflexo, e fuzilou o goleiro.

No segundo gol, a mesma coisa.

Ele, Sheik, ao invés de ficar no “cerca Lourenço”, anteviu que o cansado e velho Schiavi estava indeciso com a bola e se adiantou um passo e meio sacando que o recuo poderia ter aquele caminho.

E teve.

Não tivesse o reflexo e a inteligência de gente como Pagão, Pelé, Coutinho e Tostão, ficaria só olhando e não chegaria na bola.

Pobre zagueiro Schiavi, já destruído por Sheik em La Bombonera no lance anterior ao histórico gol de Romarinho.

Emerson Sheik, o craque mais sem panca que já vi.

E o maior campeão de todos os heróis do Timão na Libertadores-2012.

E com vantagem de decidir o Mundial do Japão contra o mediano e “derrotável” Chelsea.

A mesma sorte não teve o Santos diante do “inderrotável” Barça.
 
Imagem: CowboySL


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