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VoltarO Leão dos dirigentes ainda assombra o São Paulo
A presença de Juvenal Juvêncio inibe o crescimento do clube
O texto sobre Cruzeiro x São Paulo chega com um dia de atraso.
Aliás, já faz tempo que escrever sobre futebol se tornou uma exceção no dia-a-dia.
Quando troquei a capital pelo interior, imaginei que a vida seria mais pacata.
Ledo engano.
Administrar uma fazenda de café (em plena colheita) e gado de corte gera problemas, semelhantes aos enfrentados por um técnico para arrumar um time.
Por que faço a relação?
Simples.
É extremamente complicado ter ao seu lado uma equipe fiel, dedicada e comprometida com o trabalho.
O resultado final de um projeto, seja lá em que área de atividade, não depende da sua própria vontade.
Se o time estiver contra você, parceiro, você pisa em um campo minado.
O leitor mais atento já percebeu que falo de Emerson Leão.
Quando o ex-goleiro foi contratado pelo São Paulo, fui um crítico ferrenho.
Tinha convicção que o presidente Juvenal Juvêncio havia errado novamente na tentativa de arrumar um substituto à altura de Muricy Ramalho (na capacidade de levantar taças).
Ególatra, individualista, arrogante e ultrapassado, Leão era a antítese do que o Tricolor precisava para o momento.
Mesmo assim, cego às opções que ainda existiam no mercado, o todo-poderoso do Morumbi apostou em um aposentado.
Deu no que deu, à la Carpegiani.
Campanha ilusória contra nanicos na fase de classificação do Paulista, eliminação precoce na Copa do Brasil e uma equipe desarrumada para o Campeonato Brasileiro.
A vitória sobre o Cruzeiro, em Belo Horizonte, foi lotérica.
Uma equipe que sonha com o título nacional não pode colocar no próprio traseiro a seguinte oferta: “aceitamos gols pelo alto”.
Mesmo assim, o resultado confortou os tricolores; apesar da ausência de tática e técnica dos zagueiros, houve uma demonstração fantástica de raça.
Ao final da partida, o auxiliar Milton Cruz foi abraçado pelos atletas; Lucas soltou um palavrão, como se tivesse obtido a libertação de um feitor.
O São Paulo, debilitado pelo vírus, vai demorar em se livrar das sequelas do péssimo trabalho de Leão.
Mas, justiça seja feita.
O ex-goleiro estava na casa dele, de pijamas e pantufas, quando foi chamado.
Juvenal Juvêncio é o principal responsável por ter feito o clube andar em círculos desde a saída de Muricy, em 2009.
O aluno de Dualib, Eurico Miranda e Mustafá precisa ser combatido com ferocidade pela torcida.
Afinal, os conselheiros tricolores estão entregues à mão forte de um ditador e aos favores que lhe devem.
O São Paulo precisa de um líder, e não de um déspota.
O São Paulo precisa ser novamente vanguardista, e não um adepto de conceitos que levaram gigantes à Segunda Divisão.
O São Paulo tem a obrigação de se livrar de Juvenal Juvêncio, o Leão dos dirigentes.
Um ególatra, individualista, arrogante e ultrapassado.
Notas
- Luís Fabiano é um ídolo de ocasião do São Paulo, fruto de carência.
- O artilheiro dos jogos pequenos, agora, arruma cartão amarelo por botar no gramado a culpa de um pênalti perdido.
- Tenho plena confiança em Dênis, apesar das críticas.
- Com os ALAS Douglas e Cortez, o Tricolor deve mesmo usar o esquema com três zagueiros, DESDE QUE um xerife seja contratado.
- Edson Silva é ainda pior do que Paulo Miranda.
- Já João Filipe que, reconheço, elogiei no ano passado, mostra a cada oportunidade que não está à altura do clube.
No Twitter: @fabiolucasneves