Milton Neves

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Colunas

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01/07/2012 16:00

por:
Fábio Lucas Neves

O Leão dos dirigentes ainda assombra o São Paulo

A presença de Juvenal Juvêncio inibe o crescimento do clube

O texto sobre Cruzeiro x São Paulo chega com um dia de atraso.

Aliás, já faz tempo que escrever sobre futebol se tornou uma exceção no dia-a-dia.

Quando troquei a capital pelo interior, imaginei que a vida seria mais pacata.

Ledo engano.

Administrar uma fazenda de café (em plena colheita) e gado de corte gera problemas, semelhantes aos enfrentados por um técnico para arrumar um time.

Por que faço a relação?

Simples.

É extremamente complicado ter ao seu lado uma equipe fiel, dedicada e comprometida com o trabalho.

O resultado final de um projeto, seja lá em que área de atividade, não depende da sua própria vontade.

Se o time estiver contra você, parceiro, você pisa em um campo minado.

O leitor mais atento já percebeu que falo de Emerson Leão.

Quando o ex-goleiro foi contratado pelo São Paulo, fui um crítico ferrenho.

Tinha convicção que o presidente Juvenal Juvêncio havia errado novamente na tentativa de arrumar um substituto à altura de Muricy Ramalho (na capacidade de levantar taças).

Ególatra, individualista, arrogante e ultrapassado, Leão era a antítese do que o Tricolor precisava para o momento.

Mesmo assim, cego às opções que ainda existiam no mercado, o todo-poderoso do Morumbi apostou em um aposentado.

Deu no que deu, à la Carpegiani.

Campanha ilusória contra nanicos na fase de classificação do Paulista, eliminação precoce na Copa do Brasil e uma equipe desarrumada para o Campeonato Brasileiro.

A vitória sobre o Cruzeiro, em Belo Horizonte, foi lotérica.

Uma equipe que sonha com o título nacional não pode colocar no próprio traseiro a seguinte oferta: “aceitamos gols pelo alto”.

Mesmo assim, o resultado confortou os tricolores; apesar da ausência de tática e técnica dos zagueiros, houve uma demonstração fantástica de raça.

Ao final da partida, o auxiliar Milton Cruz foi abraçado pelos atletas; Lucas soltou um palavrão, como se tivesse obtido a libertação de um feitor.

O São Paulo, debilitado pelo vírus, vai demorar em se livrar das sequelas do péssimo trabalho de Leão.

Mas, justiça seja feita.

O ex-goleiro estava na casa dele, de pijamas e pantufas, quando foi chamado.

Juvenal Juvêncio é o principal responsável por ter feito o clube andar em círculos desde a saída de Muricy, em 2009.

O aluno de Dualib, Eurico Miranda e Mustafá precisa ser combatido com ferocidade pela torcida.

Afinal, os conselheiros tricolores estão entregues à mão forte de um ditador e aos favores que lhe devem.

O São Paulo precisa de um líder, e não de um déspota.

O São Paulo precisa ser novamente vanguardista, e não um adepto de conceitos que levaram gigantes à Segunda Divisão.

O São Paulo tem a obrigação de se livrar de Juvenal Juvêncio, o Leão dos dirigentes.

Um ególatra, individualista, arrogante e ultrapassado.

Notas

- Luís Fabiano é um ídolo de ocasião do São Paulo, fruto de carência.

- O artilheiro dos jogos pequenos, agora, arruma cartão amarelo por botar no gramado a culpa de um pênalti perdido.

- Tenho plena confiança em Dênis, apesar das críticas.

- Com os ALAS Douglas e Cortez, o Tricolor deve mesmo usar o esquema com três zagueiros, DESDE QUE um xerife seja contratado.

- Edson Silva é ainda pior do que Paulo Miranda.

- Já João Filipe que, reconheço, elogiei no ano passado, mostra a cada oportunidade que não está à altura do clube.

No Twitter: @fabiolucasneves


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