Milton Neves

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27/07/2012 09:05

por:
Chico SanTTo

Enfim, TV Globo-SP

O adeus ao Terceiro Tempo, com o meu eterno "muito obrigado"

Encerro, hoje, no Terceiro Tempo, um ciclo maravilhoso da minha vida.

Começo outro, na TV Globo-SP, com um sonho que carrego desde os tempos da faculdade.

Deixo para trás uma página muito bem escrita ao lado do principal nome da história do rádio esportivo brasileiro.

Sem Milton Neves, reconheço, jamais teria chegado onde estou.

Mas como tudo tem um começo, meio e fim, fica aqui o último texto de esportes neste já “saudoso” espaço.

Até porque, vencedores jamais voltam atrás.

“Guerreiros incansáveis”, como certa vez fui descrito por um diretor da Globo Esportes, não temem o futuro.

Pelo contrário, se preparam para ele.

Assim, nos últimos dias, tenho vivido a realização de um sonho.

Acabo de editar o Bom Dia São Paulo e daqui a pouco vou para o SPTV 1ª Edição.

Já andei mexendo em textos da Carla Modena e Roberto Paiva.

Trabalhei na mesa de Cesar Tralli e quando vi estava sentado ao lado de Carlos Tramontina.

Ou correndo pela redação enquanto William Waack e Christiane Pelajo fechavam o Jornal da Globo.

Jornalistas completos, porém, parte de um time marcado acima de tudo pelo espírito de equipe.

Tão raro em dias atuais.

Cada um com a sua função. Todos na sua importância.

Sim, a TV Globo é um lugar onde tudo funciona.

Desde a excelência do conteúdo até a sintonia do grupo.

É impossível ficar insensível  ao glamour de uma redação como essa.

Trabalhar por trás da bancada do Jornal Hoje como se fosse apenas mais uma peça na engrenagem.

Arrepia.

Talvez, por isso, eu tenha levado quase uma semana para entender como é estar logado em um “daqueles” computadores.

Foram, aliás, dez anos para passar pela porta exclusiva de funcionários.

Hoje entendo que, perto desta quinzena, os mais de quarenta países, bem como os trabalhos internacionais nos terremotos da Itália, Haiti e Chile, além da Gripe Suína do México, Guerrilha Colombiana, 35 anos do Golpe de Pinochet, Eleições EUA, Copa do Mundo e Copa das Confederações nada representam além de uma etapa necessária para atingir algo maior. 

O respeito e a credibilidade da informação.

O ápice para qualquer jornalista que tenha nascido no Brasil.

Por uma razão:

Somente os melhores chegam ao coração da notícia.

Um lugar tão incomum quanto o respeito à informação fidedigna.

Obrigado Terceiro Tempo.

Próximo passo, TV Globo-Londres.

Em 10 anos, quem sabe?


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