Milton Neves

Publicidade
Publicidade

Colunas

Voltar

28/06/2012 09:51

por:
Lino Tavares

Romarinho: Esse é o cara. Te cuida Neymar!

Talvez pela primeira vez na sua história gloriosa, o Corinthians esteja vivendo a insólita situação de ter "um pé no Céu e outro no Inferno".

Refiro-me - é fácil perceber -  ao fato de, por um lado, estar com a mão na taça de campeão da Libertadores, após o empate de ontem em 1 a 1 com o Boca,  na Bombonera, e, por outro, ocupar posição desconfortável na tabela de classificação do Brasileirão, onde teve um leve avanço depois de vencer o Palmeiras, domingo, com sua equipe reserva. 

A rigor, os pontos que faltam ao alvinegro da capital paulista, para ocupar melhor posição na tabela do campeonato brasileiro, estão contabilizados na jornada bem sucedida do torneio continental, que lhe coloca a um passo de conquistar a Libertadores pela primeira vez e de forma invicta.

Aliás, não só o Corinthians, mas também outros clubes como Palmeiras, Santos,  Grêmio, São Paulo  e Coritiba devem parte da posição que ora ocupam na classificação geral do Brasileirão (independente de ser boa ou má) à forma como priorizaram suas disputas paralelas ao certame nacional iniciado semanas atrás.

De todos esses, o mais prejudicado é o Santos que, com todo cartaz que conquistou, tendo no elenco o melhor jogador do país, está fora da disputada do título da Libertadores e mal situado na tabela do campeonato brasileiro, precisando agora "matar um leão a cada jogo", para amainar a "frustração"  que se abateu sobre sua fantástica torcida.

Os mais regulares desse grupo são o Coritiba e o São Paulo, que conseguiram a façanha de chegar à final da Copa do Brasil, sem ficar abaixo de posições intermediárias no principal certame nacional,  assim como o Grêmio, que, mesmo eliminados do torneio brasileiros, não têm do que se queixar em relação à posição que ora ocupa no Brasileirão.

Aliás, na vitória de 2 a 0, conquistada domingo diante do Flamengo, foi notório o crescimento do ataque gremista, criando várias chances de gol, tendo como destaque o reencontro de Kléber com o seu bom futebol, algo que não tinha acontecido ainda, no seu retorno ao time, após o afastamento por lesão. 

Entre os clubes que, desde o início do Brasileirão, puderam se dedicar exclusivamente ao certame nacional, a dupla Cruzeiro e Atlético-MG, na ponta da tabela, vem sendo até o momento o principal destaque da competição. levantando o moral do futebol mineiro, que havia entrado em declínio, depois que o Mineirão foi fechado para reforma.

Talvez esse abalo psicológico dos grandes de Minas sirva de alerta ao Internacional, que também faz uma boa campanha no campeonato brasileiro, mas tem contra si o fato de não poder contar com o estádio Beira-rio nos seus próximos compromissos em casa, interditado por determinação judicial, devido às obras de reforma para a Copa.

Voltando ao excelente resultado alcançado ontem pleo Corinthians, no primeiro jogo decisivo da Libertadores, duas coisas precisam ser destacadas, independente do passo importante que foi dado rumo à primeira conquista do torneio por parte do Timão.

A primeira delas é a "estrela do treinador Tite", que volta a brilhar, desta feita,  no céu azul da América do Sul, a exemplo do que aconteceu, no ano passado, sagrando-se campeão brasileiro pelo Corinthians, e em 2001, quando conquistou o Gauchão, treinando o modesto Caxias,e a Copa do Brasil, como técnico do Grêmio,

Olha que estar perdendo de 1 a 0 na Bombonera, tomando um sufoco,   empatar o jogo aos 39 minutos do segundo tempo,  com gol assinalado por um menino reserva recém escalado e, de quebra, escapar de tomar um gol fatal, aos 45 minutos,  como aquele perdido por Viatri, que cabeceou no poste, e Cvitanich, na sequência da jogada, não é para qualquer técnico possuidor de  estrela de segunda magnitude.

O segundo fato a ser destacado é, sem dúvida, o despontar relâmpago do jovem Romarinho no estrelato do futebol brasileiro e sul-americano, tudo num espaço de tempo inferior a uma semana.

A essa altura dos campeonatos - já que o garoto começa a fazer história no Brasileirão e na Libertadores - tem muita gente querendo saber de onde saiu essa "promessa de fenômeno", que, de uma hora para outra, assumiu a condição de herói corintiano, abalando as estruturas do Palmeiras de Felipão e do multicampeão Boca Juniors.

Depois do "estrago que Romarinho fez" com seus gols decisivos, revertendo expectativas, torna-se inevitável compará-lo a Neymar, já que ele anda fazendo, como num passe de mágica,  tudo aquilo que se esperava do menino da Vila, na reta final da Libertadores, e acabou não acontecendo.

É  possível que o surgimento dessa nova estrela, no futebol brasileiro, possa ser de grande utilidade não só para o Corinthians como também para o Santos, que precisa desesperadamente que Neymar, quem sabe com os brios ofuscados pelo novo ídolo que desponta no horizonte da fama, volte a praticar o futebol soberbo que o consagrou, contribuindo assim para tirar o Peixe do buraco em que se encontra na zona de rebaixamento. 

Contatos com o colunista: jornalino@gmail.com / @twitter.com/jornalino / Blog Virtulaino.

Imagem: @CowboySL


Compartilhe

Publicidade
Publicidade
Think4 É proibido o uso ou publicação deste conteúdo sem a devida autorização. Os infratores ficarão sujeitos às penas previstas por lei.
O Terceiro Tempo somente envia mensagens de e-mail sobre promoções, notícias e novidades a usuários previamente cadastrados e que concordaram expressamente em recebê-las.

© 1995 - 2012 | Milton Neves. O melhor conteúdo de memória esportiva. Todos os direitos reservados.