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VoltarLula e Laor, que preço tem que ser pago pela vitória?
A conquista dos objetivos não devem derrubar parâmetros e muito menos destruir credibilidade alheia quando nos sentirmos ameaçados
Dois homens que respeito, pela história de suas vidas, pelas iniciativas e principalmente por suas administrações. Mas as últimas atitudes dos presidentes Lula e Luís Álvaro Oliveira Ribeiro me decepcionaram. E me causou uma indagação: qual é o preço da vitória? E ela tem quer ser a qualquer custo?
Lula, este grande Presidente da República, que fez do Brasil um país muito melhor, costurar uma aliança com um político com o histórico de Paulo Maluf para prefeitura de São Paulo?
Não combina.
Maluf apoiou a ditadura, está na lista da Interpol (International Criminal Police Organization) entre os mais procurados, acusado de lavagem de dinheiro e processado inúmeras vezes por improbidades administrativas quando esteve a frente da Prefeitura de São Paulo.

Ressalto aqui, aos desavisados e chatos de plantão, que o tema não é comparação entre Lula e Laor e sim, a decepção. Estamos entendidos!
E porque Laor me decepcionou! Um homem sério, diferenciado dos dirigentes esportivos que estamos acostumados no Brasil e após a derrota do Peixe no primeiro jogo da Libertadores da América acusa o time vencedor de ser beneficiado por esquema via Mano Menezes e Andrés Sanchez, respectivamente técnico e diretor de seleções da CBF, ambos com história no Corinthians.
Mas agora, Laor? Que você acusa a CBF de prejudicar o Peixe?
Porque você não reclamou no dia da convocação para os amistosos do selecionado nacional?
Este tipo de comportamento não combina com a nova filosofia que você prega e tenta implementar no time da Vila Belmiro.
Isso faz mal ao futebol, pois coloca em xeque a idoneidade de uma equipe, da competição e da Seleção Brasileira.
Vale a pena tudo isso para explicar uma derrota do atual campeão da Libertadores da América?
Muitas vezes a derrota solidifica o caráter, revela os erros que a vitória encobre e dignifica a vitória posterior.
Sei que tudo tem um preço e que o provérbio diz “cavalo arreado não passa duas vezes”, mas vale tudo mesmo pela vitória?